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O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, rejeitou nesta

O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, rejeitou nesta
  • Publishedmaio 12, 2026

O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, rejeitou nesta terça-feira (7) as acusações de Elon Musk de que ele teria traído a missão inicial da empresa ao transformar a organização sem fins lucrativos em uma companhia com fins lucrativos. Altman afirmou que foi Musk quem buscava controlar a OpenAI para obter ganhos financeiros.

O conflito faz parte de um processo aberto em agosto de 2024, no tribunal federal de Oakland, Califórnia, onde Musk acusa Altman e o presidente da OpenAI, Greg Brockman, de manipulação para obter US$38 milhões em doações, enquanto a organização mudou sua estrutura visando lucro. Musk também busca cerca de US$150 bilhões em indenizações da OpenAI e da Microsoft, principal investidora da empresa, além da remoção de Altman e Brockman de suas funções.

Durante o interrogatório, Altman negou ter tentado “roubar uma instituição de caridade” e classificou essa narrativa como difícil de compreender. Ele afirmou que espera que a organização sem fins lucrativos continue funcionando bem paralelamente ao sucesso da estrutura empresarial. Altman também afirmou que Musk sabia sobre a criação do braço lucrativo da OpenAI em março de 2019 e questionou a postura do ex-cofundador, que teria demonstrado interesse em controle majoritário da empresa.

Segundo Altman, Musk inicialmente exigiu uma participação de até 90% na OpenAI, o que o deixou “extremamente desconfortável”. Ele citou ainda sua experiência com startups para justificar a recusa em ceder o controle, mencionando que Musk mantém controle firme em outras empresas, como a SpaceX. Altman explicou que Musk se recusou a fundir a OpenAI com a Tesla, justificando que a fabricante de carros elétricos tem outras prioridades empresariais.

O advogado de Musk buscou questionar a honestidade de Altman, citando depoimentos de ex-funcionários que apontaram uma cultura de desconfiança e alegações de que Altman seria “não confiável”. Em resposta, Altman afirmou se considerar uma pessoa de negócios honesta e confiável.

Musk, que testemunhou no início do julgamento, afirmou que ter “alguém não confiável no comando da IA é um perigo para o mundo”. O bilionário argumenta que o cultivo inadequado da inteligência artificial pode trazer riscos globais e que ele age em defesa do interesse público.

A disputa também expõe divergências internas na OpenAI após a saída de Musk em 2018. Altman afirmou que a saída gerou sentimentos mistos dentro da empresa, com receios sobre o impacto no financiamento, mas também alívio com a redução da pressão sobre os pesquisadores.

O julgamento envolve também depoimentos do ex-cientista-chefe da OpenAI, Ilya Sutskever, e do CEO da Microsoft, Satya Nadella, que qualificou o investimento da empresa na OpenAI como um “risco calculado”. Outros depoimentos importantes incluem o de Brockman e Shivon Zilis, ex-membro da diretoria da OpenAI.

As sessões podem ser concluídas ainda nesta semana, com expectativa de que o júri comece a deliberar até 18 de maio. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers irá definir as decisões finais sobre possíveis medidas a serem adotadas.

Palavras-chave: Sam Altman, Elon Musk, OpenAI, processo judicial, ChatGPT, inteligência artificial, Microsoft, Greg Brockman, Tesla, controle acionário, financiamento, tecnologia, tribunal de Oakland, IA segura, Ilya Sutskever, Satya Nadella.

Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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