O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta segunda-feira (29) uma decisão da Suprema Corte que lhe permite demitir uma comissária da Federal Trade Commission (FTC), agência federal independente responsável por regular a concorrência. A decisão, tomada em Washington, reverte um precedente de 1935 e amplia os poderes presidenciais sobre algumas agências reguladoras.
Trump divulgou um comunicado afirmando que a decisão era aguardada por presidentes desde a década de 1930 e chamou o resultado de “histórico e sem precedentes”. A medida abre caminho para maior controle do Executivo sobre nomeações em agências federais.
No entanto, no mesmo dia, a Suprema Corte também decidiu contra outras ações do presidente. Entre elas, negou a demissão da diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, que Trump tentou dispensar em 2025. A decisão foi apertada, com cinco ministros votando contra a demissão e quatro a favor. Se tivesse conseguido, Trump seria o primeiro presidente a remover um integrante do Fed desde a criação do banco central em 1913.
Além disso, o tribunal confirmou a validade de leis estaduais que permitem a contagem de votos enviados pelo correio e recebidos após o dia da eleição nas eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. A decisão foi tomada por 5 votos a 4 e derrubou uma sentença anterior que considerava a lei do Mississippi incompatível com as normas eleitorais federais. Essa decisão representa uma derrota para Trump, que buscava limitar a contagem de votos pós-eleitorais por correspondência.
Outro ponto importante do dia foi a rejeição, pela Suprema Corte, do recurso de Trump contra uma decisão de um júri que o declarou culpado de abuso sexual e difamação da escritora E. Jean Carroll. A corte decidiu não analisar o recurso, confirmando a sentença de 2024. O presidente terá que pagar US$ 5 milhões à escritora, valor definido na decisão judicial anterior.
Esses resultados demonstram uma série de decisões judiciais que, embora tenham ampliado temporariamente o poder de Trump em algum ponto, também impuseram limites significativos ao seu mandato. A combinação de avanços e derrotas da Suprema Corte coloca em evidência os desafios legais enfrentados pelo presidente no atual ciclo político.
Trump recebeu o apoio para demitir membros em algumas agências, mas sofreu restrições importantes em outras áreas cruciais, incluindo o controle financeiro do país via Fed e questões eleitorais. Essas decisões devem influenciar o cenário político e judicial nos meses que antecedem as eleições de meio de mandato.
A Suprema Corte permanece como um ator central na definição dos limites do poder presidencial e na regulação de aspectos fundamentais do governo americano, num momento em que disputas políticas e judiciais se intensificam.
—
Palavras-chave relacionadas para SEO: Donald Trump, Suprema Corte EUA, Federal Trade Commission, demissão de comissários, Federal Reserve, votos pelo correio, eleições meio de mandato, E. Jean Carroll, abuso sexual, difamação, decisão judicial, poderes presidenciais, controle de agências federais.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com