Economia

O preço médio das passagens aéreas domésticas no

O preço médio das passagens aéreas domésticas no
  • Publishedjunho 29, 2026

O preço médio das passagens aéreas domésticas no Brasil chegou a R$ 632,53 em maio de 2026, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O valor representa um aumento de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 7,3% na comparação com maio de 2024.

A Anac informou que as tarifas consideradas referem-se apenas ao custo do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias ou outros encargos, e foram ajustadas pela inflação. Em maio, 49,1% das passagens domésticas foram vendidas por menos de R$ 500. Dentro desse percentual, 20,7% custaram até R$ 300 e 28,4% ficaram na faixa entre R$ 300 e R$ 500.

Por outro lado, 5,4% dos bilhetes aéreo foram vendidos acima de R$ 1.500, valor próximo ao salário mínimo previsto para 2026, de R$ 1.621. Esse grupo de passagens mais caras corresponde a cerca de 1 em cada 20 tíquetes comercializados.

Especialistas atribuem a alta das tarifas principalmente ao aumento do preço do querosene de aviação (QAV). O litro do combustível custou em média R$ 6,46 em maio, um crescimento de 68,5% em relação a maio de 2025 e de 44,4% ante o mesmo mês de 2024, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A alta no preço do QAV está ligada a tensões geopolíticas entre Estados Unidos, Israel e Irã, além da instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica que responde por cerca de 20% do transporte mundial de petróleo. Essas condições pressionam os mercados internacionais e refletem diretamente no custo do transporte aéreo.

Apesar do aumento das tarifas, o mercado aéreo brasileiro apresentou crescimento de 2,5% no volume de passageiros transportados até maio de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Mais de 8 milhões de pessoas viajaram pelo país nesse intervalo.

Esse crescimento foi concentrado principalmente nas companhias Latam e Gol, que juntas detêm 72% do mercado doméstico e ampliaram sua participação. Enquanto isso, a Azul registrou queda na sua fatia de mercado ao longo do mesmo período.

A Anac segue monitorando as tarifas aéreas e os impactos dos custos de insumos no setor, que influenciam a dinâmica dos preços para os consumidores. A tendência de alta nos preços das passagens pode continuar enquanto persistirem os aumentos no valor do combustível e as instabilidades globais.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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