Economia

O dólar abriu em alta de 1,53% nesta terça-feira (3)

O dólar abriu em alta de 1,53% nesta terça-feira (3)
  • Publishedmarço 3, 2026

O dólar abriu em alta de 1,53% nesta terça-feira (3), cotado a R$ 5,2449, influenciado pelo avanço da guerra no Oriente Médio e pela divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O impacto do conflito afetou os mercados globais, enquanto o IBGE anunciou os números do crescimento econômico do país no quarto trimestre de 2025.

O aumento no preço do dólar ocorreu após o Irã declarar o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo mundial. A ameaça de bloquear a passagem marítima foi apresentada como retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, em confronto recente. A medida acendeu alertas nos mercados, elevando o preço do petróleo para cima de 7% na terça-feira.

Além da tensão geopolítica, a divulgação do PIB brasileiro às 9h pelo IBGE trouxe expectativas de crescimento modesto de 0,1% no último trimestre do ano anterior e alta acumulada de cerca de 2,3% para 2025. A Bolsa de Valores de São Paulo, representada pelo índice Ibovespa, iniciou o pregão com leve alta, acompanhando os movimentos globais.

Na origem das oscilações no preço do dólar estão fatores internacionais, como a alta do petróleo e do gás natural, e indicadores econômicos domésticos. O petróleo do tipo Brent avançou quase 14% na segunda-feira, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subiu 12%, refletindo as preocupações com o fornecimento afetado pelo conflito. O gás natural europeu também disparou, chegando a 45,105 euros no TTF holandês, índice referência do setor.

O conflito alterou a dinâmica nos mercados globais, especialmente para setores como aviação e turismo, que sofreram perdas devido ao aumento dos custos de combustíveis. As ações da Petrobras, principal companhia brasileira do setor de energia, tiveram alta superior a 4%, influenciando positivamente o Ibovespa para minimizar quedas observadas anteriormente.

Nos Estados Unidos, o mercado futuro apontava quedas significativas antes da abertura oficial. O índice Dow Jones recuava 1,7%, o S&P 500 também caía 1,7% e o Nasdaq 100 tinha perda de 2,3%. Esses movimentos refletem a preocupação dos investidores com a inflação e o impacto econômico decorrente do aumento dos preços energéticos.

Na Europa, as principais bolsas operaram em queda na manhã de terça-feira. Paris recuou 2,15%, Frankfurt caiu 2,78%, Londres perdeu 2,02%, Milão descontou 3,21% e Madri teve baixa de 3,56%. A alta global dos preços de petróleo e gás elevou o custo de combustíveis e transporte, gerando incertezas sobre o crescimento econômico regional.

As bolsas asiáticas também registraram perdas expressivas diante da escalada do conflito. Em Xangai, o índice caiu 1,43%; em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,12%; o Nikkei do Japão despencou 3,1%; o Kospi da Coreia do Sul caiu 7,24%; enquanto em Taiwan e Austrália houve retrações de 2,20% e 1,34%, respectivamente. Apenas o índice Straits Times, de Cingapura, apresentou alta de 0,53%.

No Brasil, os investidores aguardam ainda a divulgação dos dados de empregos formais em janeiro, que serão divulgados às 11h pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o que poderá influenciar os próximos movimentos do mercado cambial e financeiro local.

O cenário atual mostra como os acontecimentos geopolíticos podem impactar diretamente a economia global e o câmbio brasileiro, afetando preços, investimentos e indicadores econômicos. O avanço do conflito no Oriente Médio e suas consequências enfatizam a volatilidade dos mercados e os desafios para o controle da inflação e o crescimento econômico internacional.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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