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Meta demite oito mil funcionários para intensificar investim

Meta demite oito mil funcionários para intensificar investim
  • Publishedjulho 1, 2026

A Meta realizou cerca de 8 mil demissões e enfrentou críticas internas enquanto promove uma reorganização focada na inteligência artificial (IA) em seu escritório em Menlo Park, Califórnia. A empresa busca acelerar investimentos em IA neste ano, apesar do impacto negativo no clima organizacional e na equipe.

Desde o ano passado, a companhia que controla o Facebook, Instagram e WhatsApp demitiu quase 10% do quadro de funcionários, aplicando cortes, supressões de cargos e transferências forçadas que afetaram quase um quinto de seu pessoal. A reorganização acompanha um aumento significativo nos gastos com IA, que podem alcançar US$ 145 bilhões em 2024, quase o dobro de 2023.

A pressão interna causada por esses cortes, combinada com a supervisão rigorosa das equipes definida pelo CEO Mark Zuckerberg, gerou relatos de um ambiente de trabalho marcado pela “cultura do medo”, segundo reportagens da imprensa americana. Os funcionários vivem em apreensão sobre futuras demissões, o que afeta o desempenho e o ambiente profissional.

Parte dos empregados foi realocada para a divisão de IA, onde passaram a realizar atividades consideradas repetitivas, como treinar sistemas de aprendizado de máquina. Uma iniciativa controversa, iniciada em abril e suspensa em junho, monitorava cliques, digitações e histórico de navegação dos colaboradores nos Estados Unidos para aprimorar agentes de IA.

A chamada “Iniciativa de Aprimoramento das Capacidades do Modelo” provocou reação interna, com mais de 1.600 funcionários assinando uma petição contra a prática. Uma falha técnica expôs dados sensíveis, incluindo conversas privadas e métricas de desempenho, o que levou a Meta a interromper o programa enquanto conduz uma investigação.

Além do foco em IA, a empresa amplia suas operações para além das redes sociais. Investimentos em eletrônicos de consumo, como óculos inteligentes, e o desenvolvimento de um aplicativo de apostas online estão em andamento, conforme informações do The New York Times. Contudo, processos judiciais relacionados à dependência em redes sociais e à proteção de menores podem demandar esforços legais e financeiros significativos.

No plano tecnológico, a Meta tenta recuperar espaço diante de empresas como Google, OpenAI e Anthropic, que lideram o desenvolvimento de modelos avançados de inteligência artificial. Internamente, os resultados dos modelos da Meta têm sido abaixo do esperado, com atrasos constantes e críticas de especialistas.

Yann LeCun, cientista de destaque e vencedor do Prêmio Turing, classificou a estratégia da Meta de buscar uma “superinteligência” baseada em grandes modelos de linguagem como um “beco sem saída” em entrevista ao Financial Times. Essa percepção crítica reflete desafios técnicos e estratégicos enfrentados pela empresa.

Em meio a demissões, controvérsias e disputas judiciais, a Meta mantém sua aposta em IA como ferramenta central para seu futuro, direcionando investimentos recordes para competir em um mercado cada vez mais competitivo e complexo.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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