Economia

O mercado financeiro aumentou novamente a estimativa média

O mercado financeiro aumentou novamente a estimativa média
  • Publishedjunho 22, 2026

O mercado financeiro aumentou novamente a estimativa média para a inflação em 2026, que passou para 5,33%, a décima quinta alta consecutiva. Além disso, os economistas projetam somente mais um corte nos juros em 2026, reduzindo a taxa Selic para 14% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de agosto.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) no “Boletim Focus” do Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. O aumento das previsões reflete o impacto da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo e pressiona a inflação brasileira por meio do aumento dos combustíveis.

Com o recente acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o preço do petróleo começou a recuar, ficando em torno de US$ 78 por barril nesta semana.

Para 2026, a estimativa de inflação passou de 5,30% para 5,33%. Para 2027, a projeção subiu de 4,10% para 4,15%. Em 2028, a previsão avançou de 3,68% para 3,70%, enquanto para 2029 a estimativa permaneceu em 3,50%.

Desde o início de 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua para inflação, com objetivo de 3%, sendo a meta considerada alcançada se o índice variar entre 1,50% e 4,50%. A elevação nas previsões indica um cenário de inflação acima do teto da meta para os próximos anos.

A inflação maior pode reduzir o poder de compra da população, sobretudo dos trabalhadores com salários mais baixos, pois os preços sobem de forma mais rápida do que os salários.

Apesar do aumento nas projeções de inflação, o mercado financeiro mantém a expectativa de cortes na taxa básica de juros. Atualmente em 14,25% ao ano, a taxa Selic passou por três reduções neste ano.

Para o fechamento de 2026, o mercado passou a prever uma taxa de juros de 14% ao ano, depois de projetar 13,75% na última semana. Isso indica que os economistas esperam apenas um último corte na reunião de agosto.

Antes do conflito entre EUA e Irã, a estimativa era que a Selic terminasse o ano em 12,5% ao ano. Para 2027, a projeção de juros permaneceu em 12%, e para 2028, em 10,25%.

Quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa para 2026 teve leve alta, passando de 1,96% para 1,98%. No ano passado, o crescimento oficial do PIB foi de 2,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O PIB soma todos os bens e serviços produzidos no país e reflete o desempenho da economia.

Para 2027, a previsão de crescimento do PIB permaneceu estável em 1,70%.

Em relação à taxa de câmbio, a expectativa para o dólar ao final de 2026 foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a projeção subiu ligeiramente, passando de R$ 5,25 para R$ 5,27 por dólar.

Essas revisões indicam que os impactos externos recentes continuam influenciando as perspectivas econômicas, e o mercado acompanha com cautela os desdobramentos globais para ajustar suas projeções.

Palavras-chave relacionadas: inflação 2026, taxa Selic, cortes de juros, Boletim Focus, Banco Central, guerra no Oriente Médio, preço do petróleo, inflação brasileira, crescimento do PIB, taxa de câmbio, economia brasileira.

Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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