Mais de 45 mil trabalhadores da Samsung Electronics

Mais de 45 mil trabalhadores da Samsung Electronics, maior empregadora da Coreia do Sul, podem entrar em greve a partir de quinta-feira (21), em meio a negociações salariais que ainda não avançaram. O governo sul-coreano tenta evitar a paralisação por meio de mediação e arbitragem de emergência devido ao impacto econômico significativo esperado caso a greve ocorra.
A Samsung, líder mundial na fabricação de chips de memória, responde por cerca de 25% das exportações do país e vê risco de perdas diretas de até 1 trilhão de won (aproximadamente R$ 3,4 bilhões) em apenas um dia de paralisação, conforme afirmou o primeiro-ministro Kim Min-seok. Ele também alertou para efeitos prolongados, apontando que a interrupção na linha de produção pode gerar meses de inatividade e prejuízos econômicos que poderiam alcançar 100 trilhões de won (R$ 335 bilhões), caso materiais precisem ser descartados.
As negociações entre a Samsung e o sindicato da empresa, que conta com a mediação do governo, são centradas em questões relacionadas a bônus e participação nos lucros. Os trabalhadores reivindicam o fim do teto atual dos bônus, limitado a 50% dos salários anuais, e a destinação de 15% do lucro operacional para distribuição entre os funcionários. A empresa, por sua vez, propõe manter o teto e reservar entre 9% e 10% do lucro operacional para os bônus.
O impasse ocorre em um momento de escassez global de chips de memória, o que aumenta a preocupação com possíveis impactos nas cadeias globais de suprimentos e na economia sul-coreana. A previsão inicial era de uma greve de até 18 dias, o que a tornaria a maior paralisação da história da Samsung.
Além da mediação, a Samsung obteve na Justiça sul-coreana uma liminar parcial que proíbe ações consideradas ilegais durante a greve. A decisão pode obrigar parte dos funcionários a trabalhar para evitar danos à produção, sob risco de multas diárias pesadas para o sindicato e seus líderes. Contudo, representantes dos trabalhadores afirmam que a decisão não impede a realização da greve caso não haja acordo.
O conflito provocou forte preocupação das autoridades sul-coreanas, que destacam o risco para o crescimento econômico e os mercados financeiros do país caso a paralisação se confirme. O governo permanece empenhado em evitar a greve e minimizar seus possíveis efeitos, utilizando todas as medidas legais e de negociação disponíveis.
Enquanto isso, as negociações serão retomadas nesta terça-feira (19), em um esforço para alcançar um acordo antes do prazo previsto para o início da paralisação. A situação segue sob acompanhamento das autoridades, da empresa e dos sindicatos, diante do potencial impacto econômico e social da greve na Coreia do Sul e no mercado tecnológico global.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com