Zélia Duncan lançou no dia 14 de maio

Zélia Duncan lançou no dia 14 de maio seu 15º álbum de estúdio, “Agudo grave”, em uma carreira que já dura 45 anos. O trabalho reúne dez músicas autorais e uma regravação de “Que tal o impossível?”, de Itamar Assumpção, compositor marcado na trajetória da artista.
O álbum apresenta uma produção musical e arranjos assinados por Maria Beraldo, que atua como coautora, produtora e arranjadora. A parceria reforça a conexão de Zélia Duncan com elementos do folk, mantendo diálogo com sua discografia anterior, mas promovendo uma evolução no som e na composição. A direção artística é da própria cantora.
Com 11 faixas, incluindo a faixa-título, “Agudo grave” traz letras que exploram paradoxos e contradições, como em “Maravilha disforme”, onde versos ressaltam tensões, por exemplo, “O belo que apavora” e “O afago que só corta”. As composições demonstram um cuidado com a textura sonora que combina violões, arranjos de piano e ritmos brasileiros com influências contemporâneas.
O trabalho conta com a participação de músicos como Sérgio Machado na bateria, Alberto Continentino no baixo e João Camarero no violão. A produção também envolve Tó Brandileone, responsável pela engenharia de som, que contribui para a atmosfera detalhada e equilibrada do álbum.
As canções apresentam diferentes colaborações, como as parcerias com Alberto Continentino em “Pontes no ar”, “E aí, IA?” e “Importante”, cada uma com sonoridades e estilos que transitam entre o samba, jazz e elementos urbanos. A presença do cavaquinho de Rodrigo Campos acrescenta uma camada tradicional que dialoga com arranjos atuais.
Outras colaborações incluem a música “Meu plano”, feita com Ná Ozzetti, que traz uma combinação equilibrada entre letra e melodia; e “Calmo”, parceria com Zeca Baleiro, que revela um clima sereno e harmônico. “Voz”, composição de Zélia e Maria Beraldo, destaca-se pela simplicidade e pela voz das duas cantoras, sustentadas pelo violão de João Camarero.
A faixa “Olhos de cimento”, feita em parceria com Pedro Luís, apresenta uma abordagem mais densa e urbana, com a guitarra de Filipe Coimbra realçando a atmosfera seca e introspectiva da letra. Este contraste de emoções aparece de forma consistente ao longo das músicas.
A regravação de “Que tal o impossível?”, de Itamar Assumpção, fecha o álbum com uma interpretação que evidencia a herança vanguardista do compositor, agora acompanhada de arranjos polifônicos e a presença singular do piano de Vitor Araújo.
“Agudo grave” mostra um avanço na trajetória de Zélia Duncan, resultante da colaboração com Maria Beraldo, que agrega inovação sem romper com a identidade artística da cantora. O álbum equilibra a tradição da obra autoral com novos recursos sonoros, consolidando a posição da artista dentro da música brasileira contemporânea.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com