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Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) aponta que

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) aponta que
  • Publishedmaio 13, 2026

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) aponta que 65% dos brasileiros acreditam que o programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal na semana passada, vai ajudar as pessoas a saírem das dívidas. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de maio.

Segundo a pesquisa, 38% dos entrevistados afirmam que o programa vai ajudar muito, enquanto 27% acreditam que vai ajudar um pouco. Outros 33% dizem que o Desenrola 2.0 não vai auxiliar no endividamento. Dois por cento não souberam ou não responderam.

O Desenrola 2.0 é destinado a brasileiros endividados com bancos, que tenham renda mensal de até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8.105, e dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026. A renegociação oferece descontos entre 30% e 90%, além de taxa de juros máxima de 1,99% ao mês.

O programa também permite que o trabalhador use até 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou até R$ 1 mil para pagamentos parciais ou integrais das dívidas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o total renegociado já se aproxima de R$ 1 bilhão.

A pesquisa indicou que 57% dos entrevistados já tinham conhecimento do Desenrola 2.0, enquanto 43% ficaram sabendo do programa recentemente. Esse dado reflete o esforço do governo em comunicar a iniciativa, que trata de endividamento em alta no país.

Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostram que o percentual de famílias endividadas chegou a 80,4% em março, o maior da série histórica. Também, metade dos brasileiros está inadimplente.

O Banco Central aponta que quase metade da renda dos brasileiros está comprometida com dívidas, como cartão de crédito, empréstimos e financiamentos. O nível de endividamento atual se aproxima do registrado no final do governo anterior.

Além do impacto financeiro, a pesquisa investigou a relação entre endividamento e apostas online. Setenta e nove por cento dos participantes apoiam a proibição temporária de beneficiários do programa em fazer apostas online, enquanto 16% são contra a medida.

Felipe Nunes, diretor da Quaest, destacou que há correlação entre endividamento e vício em jogos online, especialmente entre homens. Estudos qualitativos apontam que 29% dos apostadores iniciaram essa atividade para tentar pagar dívidas, e 27% para obter renda extra. Entre os inadimplentes, 46% apostam, incluindo negativados.

O levantamento também perguntou sobre a avaliação geral do Desenrola 2.0. Metade dos entrevistados considera que o programa é uma boa ideia para ajudar quem está endividado a sair do vermelho. Vinte e dois por cento afirmam que ajuda parcialmente, enquanto 23% veem como uma má ideia, por estimular o endividamento.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi encomendado pela Genial Investimentos, que busca acompanhar a percepção pública sobre políticas de combate ao endividamento em meio à crise econômica.

Palavras-chave relacionadas:

Desenrola 2.0
endividamento
renegociação de dívidas
FGTS
programa do governo federal
inadimplência
proibição de apostas online
pesquisa Quaest
renda familiar
crise financeira

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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