O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega nesta quarta-feira (13) a Pequim acompanhado por um grupo de executivos para solicitar ao presidente chinês Xi Jinping a abertura do mercado da China para empresas americanas, marcando o primeiro encontro bilateral entre os dois líderes desde 2017. A visita tem como foco principal discutir a cooperação econômica, incluindo a prorrogação da trégua da guerra comercial e outras questões estratégicas entre as duas potências.
Trump viaja com nomes como Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, Tim Cook, da Apple, e Kelly Ortberg, da Boeing. Jensen Huang, CEO da Nvidia, juntou-se ao grupo durante uma escala no Alasca. O presidente americano afirmou que pedirá a Xi que permita a essas empresas operar com mais liberdade no mercado chinês. Em sua rede social Truth Social, Trump destacou que busca “ajudar a levar a República Popular a um nível ainda mais elevado”.
O governo chinês deu as boas-vindas à visita. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, declarou que a China está aberta à cooperação e à gestão das diferenças com os Estados Unidos. O encontro marca a primeira visita de Trump à China desde 2017, quando esteve no país durante seu primeiro mandato.
A agenda inclui recepções, banquetes, almoços e reuniões bilaterais. Um dos temas centrais será a continuidade da trégua na guerra das tarifas, iniciada em outubro do ano passado. Apesar do esforço para reduzir tensões, os países ainda mantêm divergências significativas em áreas como semicondutores, propriedade intelectual, terras raras e a questão de Taiwan.
Outro ponto importante das conversas será o Irã. A guerra iniciada em 28 de fevereiro, após um ataque conjunto dos EUA e Israel contra o país islâmico, impactou a economia global e especialmente o mercado energético. Trump afirmou que terá “uma longa conversa” sobre o Irã com Xi, mas disse não precisar da ajuda chinesa para lidar com a situação.
Desde que os Estados Unidos impuseram sanções e bloquearam portos iranianos em abril, a China, principal importadora do petróleo iraniano, não causou problemas para Washington, segundo o presidente americano. Trump destacou que mantém uma boa relação com Xi e acredita que avanços positivos ocorrerão com o diálogo.
Na terça-feira (12), o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu ao Paquistão que intensifique mediações entre Teerã e Washington para ajudar na resolução do conflito. A iniciativa se soma a esforços diplomáticos para evitar uma escalada maior que possa afetar a estabilidade regional e mundial.
A visita de Trump ocorre em meio a uma competição acirrada entre Estados Unidos e China nos campos estratégico, tecnológico e econômico nos últimos anos. Segundo especialistas, a cúpula deverá apresentar cordialidade pública, mas será marcada por negociações intensas e busca de vantagens de ambas as partes.
Desde 2018, quando iniciou uma guerra comercial com a China, Trump impôs tarifas elevadas sobre produtos chineses e enfrentou respostas similares de Pequim. O ciclo de restrições afetou o comércio global, tornando a retomada do diálogo uma prioridade para conter os impactos econômicos.
Paralelamente à cúpula em Pequim, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, se reuniram na Coreia do Sul para consultas econômicas e comerciais. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, as discussões foram francas e construtivas, focadas em resolver questões de interesse mútuo e aumentar a cooperação prática.
A visita de Trump e os encontros paralelos refletem esforços bilaterais para equilibrar concorrência e cooperação, diante de desafios globais e tensões regionais que afetam ambas as economias e influenciam o cenário internacional.
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Fonte: g1.globo.com
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