Acionistas do Banco de Brasília (BRB) e o governo do

Acionistas do Banco de Brasília (BRB) e o governo do Distrito Federal terão até o fim de maio para exercer o direito de preferência e comprar novas ações emitidas pelo banco para manter seu nível de participação no capital social. A emissão, autorizada em assembleia na quarta-feira (22), visa captar entre R$ 536 milhões e R$ 8,8 bilhões para reforçar o capital do BRB, abalado por operações malsucedidas com o Banco Master.
Entre os dias 29 de abril e 28 de maio, as novas ações serão oferecidas exclusivamente aos atuais acionistas, incluindo o governo do Distrito Federal, que detém 53,71% das ações do banco. Caso esse grupo não adquira as ações proporcionalmente, os papéis remanescentes serão disponibilizados ao mercado em geral.
Para manter sua participação atual, o governo do Distrito Federal terá que investir, no mínimo, R$ 287,8 milhões e, no máximo, R$ 4,72 bilhões. O aumento de capital faz parte de um cronograma estabelecido pela diretoria do BRB para integralização dos recursos até 29 de maio.
O presidente do BRB, Nelson Souza, destacou que a medida é um passo importante para a recuperação financeira da instituição, permitindo um reforço na capacidade operacional do banco. O aumento do capital abre espaço para expansão de operações, como empréstimos, ações e fundos.
Além disso, a capitalização possibilita ao governo do Distrito Federal, controlador do banco, implementar medidas para fortalecer a instituição, como uso de imóveis públicos como garantia para empréstimos e a solicitação de aporte ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O aumento do capital ocorre em meio a um esforço do BRB para superar os impactos negativos das operações com o Banco Master, que resultaram em uma crise financeira. O banco adquiriu ativos do Banco Master que passaram a ser investigados por suspeitas de fraudes, o que levou o Banco Central a impedir a conclusão da compra e a impor maior acompanhamento sobre a governança e situação financeira do BRB.
Em paralelo, o BRB anunciou na segunda-feira (20) a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento que receberá ativos oriundos das operações com o Banco Master. O valor estimado da transação pode chegar a R$ 15 bilhões, com pagamento inicial entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões e o restante convertido em cotas subordinadas do fundo.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), comentou que o acordo demonstra a responsabilidade e seriedade com que o governo está tratando a situação do banco.
A crise gerada pelo legado do Banco Master elevou a pressão sobre a atual gestão do BRB e colocou em dúvida sua capacidade de manter o capital mínimo prudencial exigido pelo Banco Central para garantir a solidez e segurança das operações bancárias.
Embora a diretoria do BRB afirme possuir um plano estruturado para a capitalização e enfrentamento das dificuldades, o mercado financeiro permanece cauteloso diante das incertezas e dos riscos envolvidos.
A emissão de novas ações e o acordo com a Quadra Capital são passos considerados estratégicos para enfrentar o rombo financeiro e restabelecer a estabilidade do banco público, garantindo que as regras estabelecidas pelos órgãos reguladores sejam atendidas.
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Fonte: g1.globo.com
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