O engenheiro de som e produtor musical Moogie

O engenheiro de som e produtor musical Moogie Canazio morreu aos 70 anos na madrugada desta terça-feira (21), em Los Angeles, Estados Unidos. Nascido no Rio de Janeiro, ele fez carreira nos Estados Unidos desde 1979, tornando-se uma referência na indústria fonográfica pelo domínio da engenharia de som.
Moogie Canazio, nome artístico de Antônio Canazio, iniciou sua trajetória nos estúdios Kendun Records, em Burbank, Califórnia. Seu trabalho abrangia artistas brasileiros e internacionais, com destaque para nomes como Maria Bethânia, Caetano Veloso, João Gilberto, Anavitória, Guilherme Arantes, Ivan Lins, Zizi Possi e Sandy & Junior.
O produtor se sentiu mal em casa na madrugada da terça-feira, quando paramédicos foram chamados, mas não conseguiram reanimá-lo. A morte foi confirmada pela esposa do artista, Márcia Canazio, em uma rede social, causando comoção entre profissionais da indústria musical brasileira e intérpretes que trabalharam com ele.
Ao longo da carreira, Moogie recebeu múltiplas premiações, incluindo o Grammy de 2001 na categoria Álbum de World Music pelo trabalho de engenharia de som no disco “João, voz e violão”, de João Gilberto, com produção artística de Caetano Veloso. Em 1993, foi indicado ao Grammy pela engenharia de som no álbum “Brasileiro” (1992), de Sergio Mendes.
Além de seu trabalho técnico, Moogie Canazio teve papel ativo na Academia Latina de Gravação, responsável pela organização do Grammy Latino. Ele foi indicado ao conselho curador da instituição em 2008 e atuou como vice-presidente do conselho entre 2011 e 2019.
Nos últimos meses, demonstrou interesse pelas tecnologias imersivas de áudio, especialmente o Dolby Atmos, tecnologia que permite maior profundidade e espacialidade ao som. Sua última manifestação pública no Twitter, em janeiro, expressava entusiasmo por essa inovação.
De baterista em sua adolescência, Moogie se destacou nos bastidores da produção musical, sendo reconhecido pela qualidade técnica e pela capacidade de extrair o melhor som das gravações. Seu legado inclui a contribuição para a profissionalização da engenharia de som no Brasil e internacionalmente.
A morte de Moogie Canazio representa a perda de um dos principais engenheiros de som da música brasileira, com carreira marcada por qualidade técnica e prêmios importantes. Ele será lembrado pelo impacto que teve na indústria fonográfica e pela dedicação à arte da gravação e mixagem.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com