Anitta lançou na última quinta-feira (16) o álbum

Anitta lançou na última quinta-feira (16) o álbum “Equilibrivm”, que incorpora referências religiosas diversas para refletir a pluralidade de crenças no Brasil e fortalecer a conexão entre fé e festa. O projeto une elementos do Candomblé, Umbanda, budismo e rituais indígenas, buscando traduzir a espiritualidade multifacetada do país.
O disco, oitavo da cantora, marca um momento em que Anitta propõe um “equilíbrio” entre contrastes, segundo suas próprias palavras. O título e a proposta do álbum enfatizam essa ideia de harmonia entre diferentes forças e crenças. A artista afirma que o trabalho traz “muito funk”, refletindo a tradição brasileira de unir celebração e religiosidade.
A identidade visual foi desenvolvida pela marca mineira Arado, que pesquisou e representou o sincretismo religioso brasileiro nas capas, ilustrações e artes dos singles. O diretor criativo Luís Matuto destaca que o álbum representa a relação entre o sagrado e o profano. Elementos como orixás do Candomblé, pontos de Umbanda, mantras budistas e símbolos indígenas aparecem de forma explícita nas músicas e no visual.
O clipe de “Desgraça”, primeira faixa a ganhar vídeo oficial, apresenta uma narrativa em quatro atos e referências diretas a Exu e à Pombagira, entidades das religiões afro-brasileiras. A direção criativa por Nídia Aranha inclui a representação da encruzilhada, ponto de encontro espiritual, e utiliza máscaras tradicionais do Bumba Meu Boi. A coreografia, elaborada por Cassi Abranches, do Grupo Corpo, foi inspirada em gestos de incorporação do Candomblé.
Nas letras, o álbum inclui 15 faixas com parcerias diversas. Entre as referências estão a força feminina da Pombagira em “Desgraça”, a evocação do orixá Ossanha em “Mandinga” com samba, a celebração da resistência afro-brasileira em “Bemba” e mantras budistas em “Ouro”. O repertório enfatiza a importância dos orixás, entidades indígenas e tradições religiosas, revelando uma conexão profunda com a espiritualidade do país.
Anitta tem histórico de proximidade com terreiros desde a infância, o que influencia sua relação com as temáticas religiosas. No programa americano “Saturday Night Live” em 11 de abril, por exemplo, a cantora usou um bracelete feito com palha-da-costa, amuleto de proteção das religiões de matriz africana, cuja função é proteger contra energias negativas.
Especialistas ouvidos pelo g1 ressaltam que a música brasileira sempre refletiu as matrizes religiosas afro-indígenas. Para a pesquisadora Luane Fernandes Costa, a inserção de Anitta nessa tradição ajuda a preservar saberes ancestrais. O professor Thiago Soares destaca que a aproximação da cantora com temas espirituais representa uma mudança de eixo em sua carreira, ampliando debates sobre religiões afro-brasileiras.
O historiador Filipe Domingues aponta que o álbum exemplifica o sincretismo religioso brasileiro como um processo cultural de negociação e resistência. Ele destaca a convivência histórica entre o sagrado e o profano nas manifestações culturais do país, nas quais música, dança e festa são linguagens da fé.
“Equilibrivm” evidencia, assim, um panorama da espiritualidade brasileira plural e sincrética, por meio da música e da estética visual. Anitta articula elementos religiosos para promover uma reflexão sobre a diversidade cultural do Brasil, reforçando a relação entre tradição e contemporaneidade no cenário musical nacional.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
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