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Um júri dos Estados Unidos condenou nesta quarta-feira

Um júri dos Estados Unidos condenou nesta quarta-feira
  • Publishedabril 15, 2026

Um júri dos Estados Unidos condenou nesta quarta-feira (15) a Live Nation Entertainment e sua subsidiária Ticketmaster por manterem um monopólio prejudicial no mercado de grandes eventos ao vivo. A decisão faz parte de um processo movido por dezenas de estados americanos e pelo Distrito de Columbia, que apontam práticas que elevam preços e limitam a concorrência.

O julgamento expôs o controle da Live Nation sobre centenas de casas de shows e o domínio da Ticketmaster, maior plataforma global de venda de ingressos. O CEO da Live Nation, Michael Rapino, foi ouvido e atribuiu o caos na venda de ingressos da turnê de Taylor Swift em 2022 a um ataque cibernético. Durante o processo, mensagens internas foram reveladas, mostrando funcionários discutindo preços considerados abusivos e clientes de forma depreciativa.

O advogado Jeffrey Kessler, representante dos estados autores da ação, afirmou que o veredicto marca um avanço na legislação antitruste e destacou a necessidade de responsabilização pela prática monopolista. Ele qualificou a Live Nation como uma empresa que elevou indevidamente os valores pagos pelo público e dificultou o acesso aos eventos culturais.

O processo civil, iniciado pelo governo federal dos EUA, acusa a companhia de usar sua influência para impedir que casas de espetáculo trabalhem com múltiplas plataformas de venda de ingressos, consolidando sua posição dominante no setor. A Ticketmaster, com cerca de 86% de participação no mercado de shows e 73% no total de eventos ao vivo, segundo o advogado, concentra o maior controle do setor.

A Live Nation nega as acusações, argumentando que os preços são definidos pelos próprios artistas, promotores e equipes esportivas, e que sua presença no mercado resulta de eficiência operacional. O advogado David Marriott afirmou que “o sucesso não é contra as leis antitruste nos Estados Unidos”.

O caso também traz à tona um histórico de críticas à Ticketmaster. Nos anos 1990, a banda Pearl Jam entrou em conflito com a empresa e apresentou uma queixa antitruste que não avançou na época. Durante a administração do ex-presidente Joe Biden, o Departamento de Justiça, apoiado por diversos estados, retomou a ação contra a companhia, enquanto durante o governo Trump ocorreu um acordo parcial que não contemplou a separação das duas empresas.

Esse acordo previa restrições a taxas de serviço e a abertura para outras plataformas, mas sem obrigar a dissolução da Live Nation e Ticketmaster. Mais de 30 estados decidiram seguir com o processo, considerando as concessões insuficientes.

As possíveis penalidades previstas na próxima fase do julgamento incluem multas, ressarcimentos, e a venda de parte dos negócios, como arenas e anfiteatros. O tribunal pediu que as partes e o governo federal apresentem uma proposta conjunta de cronograma para as etapas seguintes.

A procuradora-geral de Nova Jersey, Jennifer Davenport, classificou o veredito como “histórico” e ressaltou que a empresa lucrou ilegalmente por tempo excessivo com práticas anticompetitivas. Já a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, definiu a decisão como uma vitória para consumidores e economia contra o monopólio.

O advogado Jeffrey Kessler destacou o resultado como uma vitória para os consumidores e elogiou o trabalho conjunto dos 34 estados e do Distrito de Columbia na condução do caso. As etapas seguintes podem incluir novas audiências antes da definição das punições a serem aplicadas à Live Nation e à Ticketmaster.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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