O cantor pernambucano João Fênix lançou na sexta-feira

O cantor pernambucano João Fênix lançou na sexta-feira (17) o álbum “Mapa de tempo ao vivo”, gravado durante apresentação na casa Manouche, no Rio de Janeiro, ao lado do violonista Jaime Alem. O disco reúne oito faixas captadas ao vivo, mostrando a voz andrógina do artista em um repertório que articula canções consagradas e parcerias contemporâneas.
O álbum inclui “Todo homem” (2027), composição de Zeca Veloso, mostrando a habilidade de Fênix em navegar entre registros graves e falsetes. A voz do cantor remete a uma linhagem que envolve artistas como Ney Matogrosso e Edson Cordeiro, com a participação especial de Matogrosso no dueto “Nada mais (Lately)”, original de Stevie Wonder e adaptado para o português por Ronaldo Bastos.
Além da faixa com Matogrosso, o repertório é diverso e destaca “Pai Grande” (Milton Nascimento, 1969), abertura do disco que revela uma espiritualidade que tem sido frequente nas escolhas do artista. O violão de Jaime Alem serve como base para a performance de Fênix, embora alguns momentos apresentem estridência, como em “Jeito de mato” (Paula Fernandes e Maurício Santini, 2009).
A interpretação de “Canta coração” (Geraldo Azevedo, 1979) traz algumas semelhanças com a versão original na voz de Elba Ramalho. Já “Ando de bando” (Ivor Lancellotti e Álvaro Lancellotti, 2018) destaca-se pelo violão com influências ciganas e pelas referências presentes na letra da música, retomando a trajetória do próprio Fênix, pois o número já havia sido registrado em seu álbum “Minha boca não tem nome” (2018).
Esse disco de 2018 também contém “Meu elemento (É de balé)” (Moreno Veloso e Igor de Carvalho), faixa de estilo ijexá que aparece no novo álbum ao vivo, ressaltando a conexão ancestral entre Bahia e África. O momento final da música inclui uma saudação a orixás e sons percussivos extraídos por Jaime Alem no violão.
“Mapa de tempo ao vivo” ainda traz “Al final de este viaje en la vida”, de Silvio Rodríguez, interpretada em espanhol. A canção aborda temas como a transcendência e a resistência humana, alinhando-se ao tom de reflexão do álbum.
Produzido pela Mills Records, o álbum representa uma continuidade do show realizado no Manouche, que nasceu da coletânea de duetos “Pequeno mapa do tempo” (2024). Com mais acertos do que falhas, o trabalho expõe a resistência e a versatilidade da voz de João Fênix, reforçando sua posição no cenário musical contemporâneo.
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Fonte: g1.globo.com
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