O turismo em Cuba sofre novo golpe com a crise

O turismo em Cuba sofre novo golpe com a crise energética agravada pelo bloqueio dos Estados Unidos, provocando o abandono do país por parte de visitantes e queda na atividade econômica, segundo relatos da última semana. A suspensão de voos internacionais e a escassez de combustível retraem o setor, principal fonte de divisas para a ilha caribenha, afetando diretamente a população local.
No domingo (29), a Air France cancelou sua rota para Havana, somando-se a outras companhias como Air Canada e Air Transat que já haviam interrompido seus voos. Desde 2019, o setor turístico encolheu cerca de 70%, e em 2025 apenas 1,8 milhão de turistas visitaram a ilha, número significativamente inferior às médias históricas.
A emergência energética é consequência do bloqueio marítimo imposto pelos EUA, que dificulta a entrada de combustíveis e outros recursos essenciais. Com a falta de querosene, voos precisam incluir escalas adicionais para reabastecimento, diminuindo a frequência e o interesse dos visitantes.
A escassez de combustível também provocou o fechamento de hotéis e redução dos serviços oferecidos aos turistas, como relata o casal francês Corinne e Patrick, que visitaram Havana recentemente. Eles afirmaram ter encontrado várias dificuldades para se hospedar em locais que anteriormente eram funcionais.
O impacto da crise ultrapassa o setor turístico e chega a setores básicos da economia cubana. A falta de divisas dificulta a importação de alimentos, medicamentos e itens essenciais, elevando a vulnerabilidade social no país.
Na Praça das Armas, ponto tradicional da capital, músicos de rua ainda buscam atrair os poucos turistas restantes, mas a atividade comercial associada ao turismo diminuiu consideravelmente. Daniela, vendedora de 20 anos, deixou os estudos de medicina para trabalhar em uma loja de souvenirs e relatou queda constante nas vendas diárias.
Em contrapartida, Cuba recebeu um carregamento de 730 mil barris de petróleo enviado pela Rússia, visando aliviar a crise. O petroleiro Anatoly Kolodkin chegou ao porto de Matanzas após negociações entre Moscou e Washington. O Kremlin afirmou estar cumprindo um “dever de ajudar amigos cubanos”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a chegada do combustível russo, afirmando que a medida não causaria impacto significativo e manteve a postura de pressão contra o governo cubano.
A crise energética e a consequente retração do turismo provocam efeitos diretos sobre a qualidade de vida na ilha, com perspectivas incertas para a recuperação econômica no curto prazo. A dependência do turismo como principal fonte de receitas expõe vulnerabilidades frente a sanções externas e limitações internas.
Apesar de iniciativas internacionais para viabilizar o reabastecimento de Cuba, o bloqueio americano e as restrições logísticas dificultam o restabelecimento do fluxo turístico e a retomada do desenvolvimento econômico da ilha.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com