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Os órgãos de monitoramento digital da Fifa identificaram

Os órgãos de monitoramento digital da Fifa identificaram
  • Publishedjulho 1, 2026

Os órgãos de monitoramento digital da Fifa identificaram 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa do Mundo de 2024, um aumento de 13 vezes em relação à edição de 2022, realizada no Catar. A entidade informou que 11% dessas mensagens ofensivas foram motivadas por questões raciais.

O Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) da Fifa analisou mais de seis milhões de publicações e comentários, um crescimento de 33% em comparação com a última Copa. A proporção de ataques racistas subiu 3%, evidenciando um aumento no conteúdo considerado pior e mais ofensivo nas plataformas digitais.

O SMPS combina tecnologia automatizada e moderação humana para identificar, filtrar e bloquear mensagens racistas, discriminatórias e ameaçadoras. A ferramenta também visa proteger jogadores, técnicos, árbitros e seus seguidores de conteúdos abusivos durante os torneios.

De 225 mil publicações sinalizadas para análise, os moderadores confirmaram 89 mil como abusivas e aplicaram medidas, encaminhando cerca de 1.000 contas para investigações mais detalhadas. O aumento no volume de conteúdo monitorado está associado ao formato ampliado do torneio, que reuniu 48 seleções ante as 32 do Catar.

Além das mensagens ofensivas, o sistema ocultou aproximadamente 181 mil comentários de ódio nas contas oficiais das seleções. Mais de dois milhões de interações foram moderadas durante a fase de grupos, incluindo spam, bots e contas falsas, um crescimento de quatro vezes em relação ao evento anterior.

A Fifa também destaca que o SMPS coleta evidências para autoridades policiais. Até o momento, mais de 100 casos foram identificados com potencial para abertura de processos judiciais contra os responsáveis pelos abusos online.

Entre os episódios registrados, jogadores da Holanda, como Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville, foram alvo de insultos racistas após perderem pênaltis na derrota para o Marrocos.

A organização reafirmou o compromisso de proteger os profissionais envolvidos nos eventos e ampliar mecanismos de combate ao abuso e à discriminação na internet, como parte das ações do SMPS durante a Copa do Mundo.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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