Economia

O fenômeno climático El Niño pode favorecer as safras no

O fenômeno climático El Niño pode favorecer as safras no
  • Publishedjunho 29, 2026

O fenômeno climático El Niño pode favorecer as safras no Brasil e na Argentina, segundo relatório da Oxford Economics divulgado em 2024. A previsão de chuvas mais intensas em algumas regiões agrícolas da América do Sul pode aumentar a produção de milho e soja, reduzindo o impacto da alta dos preços dos alimentos na região.

O El Niño ocorre pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões climáticos globais, provocando secas em algumas áreas e chuvas fortes em outras. Essas mudanças afetam diretamente o setor agrícola e os mercados de alimentos.

De acordo com o estudo da Oxford Economics, que avaliou 20 mercados emergentes, a América do Sul é a região menos vulnerável aos efeitos econômicos adversos do El Niño. Brasil e Argentina foram apontados como os países com menor exposição à alta dos preços e com maior probabilidade de colheitas favoráveis.

O relatório alerta que o principal desafio para a América Latina não será a escassez geral de grãos, mas o aumento temporário nos preços dos alimentos frescos, como hortaliças, tubérculos e frutas. Em algumas áreas, inundações causadas por chuvas intensas podem prejudicar o abastecimento desses produtos.

O Peru é citado como um dos países mais afetados pelo El Niño devido à possível queda na atividade pesqueira, um setor importante para a economia local e para a oferta de alimentos.

As flutuações nos preços de alimentos relacionadas ao El Niño tendem a ser pontuais, não representando um risco contínuo para a inflação. Bancos centrais na região costumam tratar essas variações como eventos temporários.

O impacto do El Niño nas atividades agrícolas demonstra a importância do monitoramento climático para planejar a produção e minimizar riscos econômicos na América do Sul. A previsão de chuvas mais fortes em algumas regiões oferece uma oportunidade para melhorar a produtividade agrícola.

Ao mesmo tempo, governos e produtores devem estar atentos aos efeitos adversos em outras cadeias produtivas, como a pesca e a horticultura, que podem sofrer com intempéries e afetar o abastecimento local.

O relatório reforça a necessidade de estratégias de adaptação e gestão de risco para lidar com os efeitos variáveis do El Niño na economia e no abastecimento alimentar da região.

Palavras‑chave: El Niño, Oxford Economics, Brasil, Argentina, América do Sul, produção agrícola, milho, soja, preços dos alimentos, inflação, chuvas, mercado emergente, pesca, hortaliças.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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