Economia

O volume de transações via PIX cresceu 20% em 2025

O volume de transações via PIX cresceu 20% em 2025
  • Publishedjunho 26, 2026

O volume de transações via PIX cresceu 20% em 2025, atingindo 30,1 bilhões de operações, e consolidou-se como o principal meio de pagamento nos canais digitais no Brasil, segundo a Pesquisa de Tecnologia Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada nesta sexta-feira (26). O aumento reflete a preferência dos usuários por pagamentos instantâneos e o avanço da digitalização das operações financeiras.

Em comparação, o pagamento de contas por canais digitais registrou 9,9 bilhões de transações, um crescimento de 99% em relação ao ano anterior. Outros meios de pagamento também apresentaram variações: o cartão de crédito cresceu 2%, alcançando 2,14 bilhões de transações; o cartão de débito teve alta de 20%, com 60 milhões de operações; já as transferências via TED caíram 8%, chegando a 960 milhões de operações.

A pesquisa aponta que 83% das transações bancárias dos brasileiros já ocorrem por canais digitais, como aplicativos móveis e internet banking. O uso de celulares para essas operações aumentou 169% nos últimos cinco anos, totalizando 187,5 bilhões de transações.

No campo da tecnologia, a Febraban destaca a cibersegurança como prioridade, apontada por 100% dos bancos entrevistados. Outras áreas de interesse são computação em nuvem (84%), inteligência artificial generativa (84%), inteligência artificial tradicional (80%), blockchain (32%) e computação quântica (8%). Apesar do interesse, cerca de 60% das instituições ainda estão nas fases iniciais de adoção da inteligência artificial, especialmente da IA generativa, que está em fase de experimentação e desenvolvimento de aplicações.

Os investimentos em tecnologia bancária cresceram 58% nos últimos cinco anos. A expectativa para 2026 é de investimentos totais de R$ 50,1 bilhões, valor 8% superior ao registrado em 2025, que foi de R$ 46,8 bilhões. Esse avanço deve impulsionar também o mercado de trabalho, com previsão de crescimento médio de 22% na demanda por profissionais de tecnologia da informação (TI).

O cadastro de chaves PIX, ferramenta que facilita a identificação de destinatários em transações instantâneas, segue aumentando. A chave funciona como um “apelido” da conta, dispensando a necessidade de informar todos os dados bancários durante as transferências. Os tipos de chave disponíveis são CPF ou CNPJ, número de celular, endereço de e-mail e o Endereçamento Virtual de Pagamentos (EVP), uma sequência alfanumérica de 32 caracteres gerada pelo Banco Central. Esta última permite realizar transações sem compartilhar dados pessoais com terceiros.

Embora o cadastro da chave PIX facilite as operações, não é obrigatório. O usuário pode optar por realizar transferências informando todos os dados bancários do destinatário sem registrar uma chave. A Febraban reforça que a ausência de uma chave não impede o uso do sistema de pagamentos instantâneos.

O Banco Central tem promovido ajustes nas regras do PIX para ampliar a segurança e a eficiência do sistema. Esses avanços contribuem para a rápida adoção do PIX como principal meio de pagamento digital no país, reforçando a transformação do setor financeiro brasileiro.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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