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Influencer é investigado por criar vídeos sexualizados de jo

Influencer é investigado por criar vídeos sexualizados de jo
  • Publishedabril 24, 2026

O influenciador digital Jefferson de Souza, investigado pela Polícia Civil de São Paulo por usar inteligência artificial para criar vídeos sexualizados de jovens evangélicas, afirmou que suas publicações tinham a intenção de criticar roupas usadas por fiéis em cultos religiosos por meio do humor. A investigação foi iniciada em fevereiro na capital paulista, após denúncias sobre a manipulação das imagens.

Jefferson, de 37 anos e borracheiro em Lençóis Paulista, usou a técnica conhecida como deepfake para transformar fotos de fiéis da Congregação Cristã do Brasil (CCB) em vídeos que simulavam danças sensuais, incluindo cenas que não ocorreram. Segundo ele, as imagens foram retiradas de perfis públicos em redes sociais e não tinha conhecimento da idade das pessoas retratadas, entre as quais há adolescentes.

Duas vítimas, incluindo uma adolescente de 16 anos, relataram que suas fotos foram usadas sem autorização. Uma delas afirmou que o influencer montou vídeos com as imagens manipuladas para parecer que estavam sensualizando ao lado de outras mulheres. Outra jovem evangélica afirmou que abriu processos contra quem utilizou sua imagem e fez várias denúncias para tentar remover os conteúdos.

A Polícia Civil de São Paulo apura se Jefferson cometeu crimes previstos no artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da simulação de cenas pornográficas envolvendo menores de 18 anos, com pena de um a três anos de prisão e multa. Também é investigada a possível difamação de algumas vítimas. A 8ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Mateus conduz as diligências em conjunto com a delegacia local de Lençóis Paulista, a pedido do Ministério Público.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Jefferson admitiu usar fotografias de fiéis como base para seus vídeos criados com IA e defendeu que seu conteúdo tinha caráter humorístico e crítico aos trajes usados nas igrejas, que segundo ele “marcam o corpo” das jovens. Ele disse também que as montagens tinham o intuito de chamar atenção e ganhar seguidores, sem intenção de promover exploração sexual ou pornografia.

Após a repercussão, o influenciador publicou um pedido público de desculpas à Congregação Cristã do Brasil e às jovens envolvidas. Seu advogado informou que Jefferson manifestou profundo arrependimento e realizou retratação pública. A Congregação Cristã do Brasil, em nota, afirmou não manter registro formal de membros e declarou apoiar medidas legais cabíveis pelas autoridades.

As plataformas digitais que hospedavam os vídeos também reagiram. O TikTok declarou adotar política de tolerância zero contra exploração sexual infantil e removeu conteúdos relacionados. O YouTube afirmou ter excluído vídeos que violavam suas diretrizes. A Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, não se posicionou oficialmente sobre o caso.

O uso da técnica deepfake permite criar ou modificar imagens, vídeos e áudios de forma realista para simular situações que nunca aconteceram, o que dificulta a identificação da veracidade do conteúdo. Casos como este evidenciam os desafios legais e éticos impostos pela tecnologia no ambiente digital, especialmente quando envolvem menores de idade e questões de imagem e privacidade.

Palavras-chave relacionadas: deepfake, inteligência artificial, influencer, sexualização, evangélicas, Congregação Cristã do Brasil, Polícia Civil de São Paulo, Estatuto da Criança e do Adolescente, conteúdo digital, manipulação de imagens, difamação, redes sociais, denúncia, investigação policial.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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