O cantor D4vd, cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke

O cantor D4vd, cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke, acusado de homicídio da jovem Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos, possuía arquivos de pornografia infantil em sua conta do iCloud, conforme revelado em audiência na quinta-feira (23), em Los Angeles.
Durante a sessão, a promotora Beth Silverman informou que Burke armazenava cerca de 8 terabytes de dados na nuvem, dos quais os promotores acessaram 1 terabyte contendo pornografia infantil. Os advogados do cantor terão acesso ao material para análise.
Celeste Rivas Hernandez morreu em decorrência de ferimentos penetrantes no tronco, segundo o relatório de autópsia divulgado na quarta-feira (22) pelo Gabinete do Médico Legista do Condado de Los Angeles. As lesões, descritas como causadas por objeto cortante, atingiram o fígado e as costelas da adolescente. A blusa que ela usava no momento da morte apresentava cortes em três locais.
Inicialmente mantido em sigilo por ordem judicial, o relatório teve sua divulgação autorizada após acordo entre promotores e autoridades. A divulgação do documento traz novos elementos à investigação, que já indicava a possibilidade de homicídio.
Burke, de 21 anos, foi formalmente acusado na segunda-feira (20) pelos crimes de homicídio em primeiro grau, atos libidinosos com pessoa menor de 14 anos e mutilação de cadáver. Ele se declarou inocente e seus advogados afirmaram que defenderão vigorosamente sua inocência.
Os pais de Celeste emitiram uma declaração na terça-feira (21), agradecendo aos investigadores e à comunidade de Lake Elsinore, onde a jovem residia, pelo apoio recebido. Eles destacaram a personalidade da filha e manifestaram o desejo por justiça.
As investigações apontam que o motivo do crime estaria relacionado a um relacionamento sexual mantido entre Burke e Celeste quando ela tinha 13 anos. Os promotores alegam que Burke temia que a vítima o denunciasse, o que comprometeria sua carreira. A denúncia criminal acusa o cantor de ter usado um objeto cortante para matar Celeste e de ter esquartejado o corpo semanas após o crime.
O caso segue sob investigação, com expectativa de novas etapas processuais. A polícia e os promotores continuam reunindo provas para aprofundar o entendimento dos fatos.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com