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Um porco nasceu com uma malformação rara, conhecida

Um porco nasceu com uma malformação rara, conhecida
  • Publishedmarço 29, 2026

Um porco nasceu com uma malformação rara, conhecida como diprosopia, em uma propriedade rural na zona rural de Alfredo Chaves, na Região Serrana do Espírito Santo, na última quinta-feira (26). O animal apresenta um corpo único, quatro patas e a duplicação da face, fenômeno que dificulta funções como mamar e manter-se em pé.

O caso aconteceu na localidade de Recreio, na propriedade de criação de suínos de Cláudia Pastori e do esposo Sidimar Parteli Sartori. Segundo Cláudia, este é o primeiro registro de malformação dessa natureza no local. “Nos assustamos e ficamos preocupados porque nunca tínhamos passado por isso”, relatou.

A porca da família teve nove filhotes, dos quais dois não sobreviveram. O leitão com diprosopia não consegue se alimentar sozinho, motivo pelo qual precisou ser separado dos demais. Atualmente, ele é alimentado com leite administrado por seringa, aproveitando as duas bocas com que nasceu. “O corpo é normal, ele é um macho”, explicou Sidimar.

A ideia de cuidar do animal com leite por seringa veio de Kaique, filho do casal, que tem 18 anos e transtorno do espectro autista grau 1. Além da alimentação, Kaique improvisou um aquecimento com lâmpada para manter o porquinho em temperatura adequada. Cláudia destacou a inteligência e tranquilidade do filho diante da situação.

Orientações para o cuidado do leitão foram dadas por uma estudante de veterinária, que alertou para as poucas chances de sobrevivência do animal. O caso chamou a atenção de especialistas, que classificam a diprosopia como uma anomalia rara e grave.

O médico veterinário Breno Salgado, professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica que a diprosopia consiste na duplicação parcial ou completa da face em um único indivíduo, diferenciando-se da policefalia, em que há múltiplas cabeças. “Os animais geralmente apresentam duas bocas e dois focinhos, o que dificulta funções básicas como respirar e se alimentar”, disse.

De acordo com Salgado, a maioria dos leitões com essa malformação nasce morto ou morre poucas horas após o nascimento, principalmente por dificuldades respiratórias e alimentares. Ele ressaltou que a diprosopia ocorre durante a gestação e pode estar associada a fatores genéticos, consanguinidade, exposição a toxinas, substâncias químicas ou deficiências nutricionais, além de alterações genéticas.

Não existem tratamentos ou métodos de prevenção para a malformação. O veterinário também recomendou que animais com essa condição não sejam consumidos.

O caso levantou discussões sobre a saúde animal na região e chamou a atenção para a necessidade de acompanhamento veterinário em criações rurais. Até o momento, a família mantém o cuidado ao porquinho com alimentação por seringa e aquecimento para tentar garantir sua sobrevivência.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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