Um porco nasceu com uma malformação rara, conhecida

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Um porco nasceu com uma malformação rara, conhecida como diprosopia, em uma propriedade rural na zona rural de Alfredo Chaves, na Região Serrana do Espírito Santo, na última quinta-feira (26). O animal apresenta um corpo único, quatro patas e a duplicação da face, fenômeno que dificulta funções como mamar e manter-se em pé.

O caso aconteceu na localidade de Recreio, na propriedade de criação de suínos de Cláudia Pastori e do esposo Sidimar Parteli Sartori. Segundo Cláudia, este é o primeiro registro de malformação dessa natureza no local. “Nos assustamos e ficamos preocupados porque nunca tínhamos passado por isso”, relatou.

A porca da família teve nove filhotes, dos quais dois não sobreviveram. O leitão com diprosopia não consegue se alimentar sozinho, motivo pelo qual precisou ser separado dos demais. Atualmente, ele é alimentado com leite administrado por seringa, aproveitando as duas bocas com que nasceu. “O corpo é normal, ele é um macho”, explicou Sidimar.

A ideia de cuidar do animal com leite por seringa veio de Kaique, filho do casal, que tem 18 anos e transtorno do espectro autista grau 1. Além da alimentação, Kaique improvisou um aquecimento com lâmpada para manter o porquinho em temperatura adequada. Cláudia destacou a inteligência e tranquilidade do filho diante da situação.

Orientações para o cuidado do leitão foram dadas por uma estudante de veterinária, que alertou para as poucas chances de sobrevivência do animal. O caso chamou a atenção de especialistas, que classificam a diprosopia como uma anomalia rara e grave.

O médico veterinário Breno Salgado, professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica que a diprosopia consiste na duplicação parcial ou completa da face em um único indivíduo, diferenciando-se da policefalia, em que há múltiplas cabeças. “Os animais geralmente apresentam duas bocas e dois focinhos, o que dificulta funções básicas como respirar e se alimentar”, disse.

De acordo com Salgado, a maioria dos leitões com essa malformação nasce morto ou morre poucas horas após o nascimento, principalmente por dificuldades respiratórias e alimentares. Ele ressaltou que a diprosopia ocorre durante a gestação e pode estar associada a fatores genéticos, consanguinidade, exposição a toxinas, substâncias químicas ou deficiências nutricionais, além de alterações genéticas.

Não existem tratamentos ou métodos de prevenção para a malformação. O veterinário também recomendou que animais com essa condição não sejam consumidos.

O caso levantou discussões sobre a saúde animal na região e chamou a atenção para a necessidade de acompanhamento veterinário em criações rurais. Até o momento, a família mantém o cuidado ao porquinho com alimentação por seringa e aquecimento para tentar garantir sua sobrevivência.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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