O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (27) com atenção

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (27) com atenção voltada ao desemprego no Brasil e ao conflito no Oriente Médio, refletindo incertezas que impactam os mercados locais e internacionais. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a operar às 10h.
A escalada das tensões na guerra entre Irã e Estados Unidos mantém o preço do petróleo em alta e pressiona as bolsas de valores no mundo inteiro. Na quinta-feira (26), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou não saber se deseja fechar um acordo com o Irã, enquanto autoridades iranianas rejeitaram o plano de cessar-fogo dos americanos e apresentaram uma contraproposta.
Às 17h, o barril do petróleo Brent, referência internacional, subia 5,29%, cotado a US$ 107,63, e o West Texas Intermediate (WTI) avançava 4,37%, negociado a US$ 94,27. Essa valorização do petróleo ocorre em meio à incerteza sobre o desfecho do conflito, que ultrapassa um mês.
No cenário interno, o principal destaque é a divulgação do IPCA-15 de março, indicador preliminar da inflação oficial brasileira. O índice registrou alta de 0,44% no mês, supera a expectativa do mercado de 0,29%, e acumula 3,90% nos últimos 12 meses. Embora abaixo dos 4,1% registrados no período anterior, o dado aponta continuidade na pressão dos preços.
O aumento generalizado dos preços abrange todos os nove grupos pesquisados pelo IBGE, sendo Alimentação e bebidas (0,88%) e Despesas pessoais (0,82%) os maiores impactos mensais. Outros grupos, como Educação (0,05%) e Comunicação (0,03%), tiveram variações menores.
Esse cenário pode levar o Banco Central a manter a taxa básica de juros, a Selic, em patamar elevado por mais tempo, como forma de conter a inflação.
Nos mercados globais, as principais bolsas fecharam em queda na quinta-feira, acompanhando a alta do petróleo e o aumento das preocupações com o conflito no Oriente Médio. Em Nova York, o Dow Jones recuou 1,01%, o S&P 500 caiu 1,74% e o Nasdaq perdeu 2,38%.
Na Europa, o índice STOXX 600 caiu 1,13%. Entre as principais praças, o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 1,33%, o CAC 40, da França, caiu 0,98%, e o alemão DAX perdeu 1,64%. Na Ásia, as perdas foram similares: o índice de Xangai caiu 1,1%, o CSI300 perdeu 1,3%, o Hang Seng registrou queda de 1,9% e o Nikkei encerrou em baixa de 0,3%. O sul-coreano Kospi teve a queda mais acentuada, de 3,2%.
Os metais preciosos também registraram perdas no dia. O ouro caiu 2,3%, cotado a US$ 1.446 por onça, e a prata recuou 6,2%, negociada a US$ 18 por onça.
No Brasil, o dólar mostra queda acumulada de 0,99% na semana, alta de 2,38% no mês e queda de 4,24% no ano. O Ibovespa, por sua vez, registra alta semanal de 3,70%, queda mensal de 3,21% e avanço anual de 13,41%.
O panorama atual reflete a interação entre fatores externos, como o conflito no Oriente Médio, e internos, como a inflação e indicadores econômicos brasileiros. A volatilidade nos preços do dólar e do petróleo deve continuar acompanhando a evolução dessas questões nos próximos dias.
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Fonte: g1.globo.com
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