Economia

O aumento das tensões no Oriente Médio, com ataques a

O aumento das tensões no Oriente Médio, com ataques a
  • Publishedmarço 19, 2026

O aumento das tensões no Oriente Médio, com ataques a infraestruturas de gás e petróleo, provocou alta nos preços das commodities e queda nas bolsas globais nesta quinta-feira (19). A escalada inclui ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de destruir parte do maior campo de gás iraniano, levando a reações nos mercados financeiros e preocupações sobre a inflação global.

Bolsas europeias registraram quedas superiores a 2% ao meio-dia, com Frankfurt recuando 2,56%, Milão 2,46%, Londres 2,19% e Paris 1,83%. Nos Estados Unidos, os contratos futuros abriram em baixa, com o Dow Jones em queda de 0,37%, Nasdaq 0,54% e S&P 500 0,38%. A volatilidade reflete o aumento dos custos do petróleo Brent, que chegou a US$ 118,03 no início do dia, alta de 10%, e fechou em US$ 113,92, alta de 6,09%. O gás natural na Europa também subiu: o contrato futuro TTF chegou a € 64,21 por megawatt-hora, incremento de 17,47%.

O ciclo de ataques envolve instalações estratégicas na região do Golfo. Israel atingiu o campo de gás South Pars no Irã, que respondeu com ataques contra o terminal de gás natural liquefeito de Ras Laffan, no Catar. O Irã ainda ameaçou novos ataques a outros países do Golfo. No Kuwait, duas refinarias foram incendiadas após ataques com drones. Esta sequência de ações elevou o temor sobre a segurança do abastecimento energético global.

Especialistas destacam que o conflito atingiu um novo patamar geopolítico e tem pressionado os mercados financeiros. O analista John Plassard, do Cité Gestion Private Bank, afirmou que a escalada amplia os riscos de interrupções na produção. Neil Wilson, da Saxo Markets, apontou que as ações respondem ao medo gerado pelos ataques e à falta de pressa do Federal Reserve em reduzir os juros para estimular os mercados.

Em resposta ao cenário, o Banco da Inglaterra manteve a taxa básica de juros em 3,75%, alinhando-se ao Federal Reserve, que também suspendeu cortes na quarta-feira. Andrew Bailey, presidente do banco central britânico, destacou que o aumento dos preços de energia já impacta os consumidores e pode elevar as contas domésticas neste ano. Jerome Powell, presidente do Fed, afirmou que o impacto econômico do conflito no curto prazo é incerto, mas a inflação deverá subir devido a custos mais altos de energia.

O Banco Central Europeu (BCE) se prepara para sua reunião na tarde de quinta-feira, quando divulgará sua avaliação das taxas de juros na zona do euro. Analistas esperam que as taxas permaneçam estáveis, embora a mensagem de Christine Lagarde seja observada para sinais sobre o aperto futuro da política monetária, dependendo da duração e impacto do conflito no preço do petróleo.

O bloqueio quase total do Estreito de Ormuz, pela qual passa cerca de 20% do petróleo mundial, agrava o cenário. A elevação dos preços afeta diretamente os custos de combustível na Europa e prejudica indústrias de alto consumo energético. Caso o conflito persista, o crescimento econômico já frágil da zona do euro pode desacelerar ainda mais, enquanto a inflação se intensifica, complicando o trabalho dos bancos centrais.

Em resumo, a intensificação dos confrontos no Oriente Médio, com ataques a infraestruturas críticas, provoca consequências imediatas nos mercados globais de energia e ações, reforçando a cautela dos bancos centrais em relação à política monetária. O futuro das negociações e do conflito será determinante para a recuperação econômica mundial e o controle da inflação.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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