O governo de Cuba informou nesta segunda-feira (16)

O governo de Cuba informou nesta segunda-feira (16) que permitirá que cidadãos expatriados invistam no país, em um movimento alinhado com as negociações em curso com os Estados Unidos para flexibilizar o embargo econômico vigente. A medida busca abrir espaço para a participação de cubanos que deixaram a ilha em negócios privados e relações comerciais, o que até agora era proibido.
Em entrevista à rede NBC, o vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio Exterior, Oscar Pérez-Oliva Fraga, afirmou que os expatriados poderão “em breve” investir em empresas ou criar seus próprios negócios em Cuba. Ele destacou ainda a intenção do governo de manter relações comerciais com empresas americanas e de se aproximar dos cubanos residentes nos EUA e seus descendentes.
O anúncio oficial deve ocorrer ainda nesta segunda-feira, segundo a NBC. A flexibilização das regras para os expatriados representa uma mudança na política do país, visto que atualmente esses cidadãos não têm autorização para envio de dinheiro ou participação em atividades econômicas na ilha.
Na semana anterior, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel confirmou que negociações com os Estados Unidos estão em andamento para tentar aliviar o embargo americano, que afeta o país desde a década de 1960. Algumas restrições foram amenizadas durante o governo Obama, mas a maior parte permanece. O embargo limita o acesso de Cuba a financiamento, tecnologia, mercados e combustível, segundo Díaz-Canel.
Como parte das conversas, Cuba iniciou a libertação de presos políticos na última sexta-feira (13). No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou esperar um acordo próximo com o governo cubano.
Apesar dos avanços nas negociações, a ilha enfrenta tensões internas crescentes. A crise econômica tem provocado apagões frequentes, deixando parte da população sem energia elétrica. No último fim de semana, moradores da cidade de Morón atacaram uma sede do Partido Comunista durante protestos relacionados aos cortes de energia e ao desabastecimento de alimentos.
Esses episódios refletem a pressão social sobre o governo cubano em meio à busca por soluções econômicas e políticas, enquanto mantém diálogo com os Estados Unidos para possível flexibilização das restrições, incluindo a permissão para que expatriados possam investir.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com