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Mais de 20 moldes de gesso de vítimas da erupção

Mais de 20 moldes de gesso de vítimas da erupção
  • Publishedmarço 15, 2026

Mais de 20 moldes de gesso de vítimas da erupção do vulcão em Pompeia foram expostos permanentemente nesta quinta-feira (12) no Parque Arqueológico de Pompeia, próximo a Nápoles, no sul da Itália. A mostra visa registrar com precisão a posição em que as pessoas morreram na catástrofe de 79 d.C., ampliando o entendimento sobre o evento e a vida na cidade naquela época.

Os moldes, conhecidos como “impressões de dor”, foram criados a partir do despejo de gesso líquido nos espaços deixados pelos corpos decompostos na camada endurecida de cinzas vulcânicas. Essa técnica, desenvolvida por Giuseppe Fiorelli em 1863, preserva detalhes como postura, expressões faciais e roupas das vítimas. Assim, cada molde representa um testemunho singular do momento da tragédia.

Gabriel Zuchtriegel, diretor do Parque Arqueológico, explicou que o objetivo da exposição é dar dignidade às vítimas — que eram mulheres, homens e crianças — e tornar perceptível o que aconteceu durante a erupção do Monte Vesúvio. “Queremos que o público entenda a verdadeira dimensão do desastre e a experiência daqueles que morreram”, disse ele.

Pompeia é o único sítio arqueológico onde esse tipo de evidência pode ser recuperado com tal precisão. Os moldes expostos foram selecionados entre os corpos mais bem preservados encontrados em diferentes áreas da antiga cidade, desde o centro urbano até portões e estradas usadas por moradores em fuga.

Estima-se que cerca de 2 mil pessoas morreram em Pompeia, embora o número total de vítimas na região possa ter chegado a 16 mil. A cidade foi soterrada por cinzas, pedra-pomes e fluxos piroclásticos que solidificaram rapidamente, criando uma camada com cerca de três metros de altura. Durante as escavações, arqueólogos localizaram mais de mil vítimas presas em casas e abrigos, mortas por soterramento ou desabamentos.

Silvia Martina Bertesago, arqueóloga do parque, destacou o impacto emocional que os moldes causam aos visitantes. “Eles são capazes de comover e fazer refletir sobre a tragédia e o sofrimento humano”, afirmou. Segundo ela, novas análises científicas com técnicas avançadas permitem identificar idade, sexo, possíveis doenças e tipos de alimentação das vítimas, ampliando o conhecimento sobre a população antiga.

A exposição está instalada nos pórticos da Palestra Grande, em frente ao Anfiteatro de Pompeia. Além dos moldes humanos, o espaço reúne objetos recuperados das camadas de cinza, como restos de plantas e alimentos, que permaneceram preservados por séculos sob as camadas de material vulcânico.

Este projeto contribui para preservar a memória daquela que foi uma das maiores catástrofes da antiguidade, oferecendo à sociedade contemporânea uma visão mais clara sobre o impacto da erupção e a vida cotidiana em Pompeia antes da tragédia.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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