Economia

Gastos com previdência são as despesas que mais

Gastos com previdência são as despesas que mais
  • Publishedfevereiro 3, 2026

Gastos com previdência são as despesas que mais pesam nas contas do governo

Os gastos administrativos para manter a máquina pública funcionando somaram R$ 72,7 bilhões em 2025, atingindo o maior patamar em nove anos.

Os números, que são Secretaria do Tesouro Nacional, foram corrigidos pela inflação para permitir uma comparação. A série histórica tem início em 2011.

Os dados mostram que as despesas com o funcionamento da máquina pública ficaram acima de R$ 70 bilhões por ano nas gestões da petista Dilma Rousseff, entre 2011 e meados de 2016 – quando sofreu o impeachment.

Essas despesas foram menores nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, voltando a ganhar força no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2023. No ano passado, voltou a ultrapassar a marca dos R$ 70 bilhões.

Entre essas despesas administrativas, estão:

água;

energia elétrica;

telefone;

serviços de limpeza;

vigilância;

apoio administrativo e operacional;

combustíveis;

tecnologia da informação;

aluguel de imóveis e veículos;

diárias e passagens; e

serviços bancários.

💵A explicação é que a despesa com custeio da máquina pública está dentro dos chamados gastos livres do governo e, para estes, há um limite definido pelo arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Eles não podem crescer mais do que 2,5% ao ano (corrigidos pela inflação).

💰 Os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo mais do que 2,5% ao ano e comprimindo o espaço para os investimentos e despesas livres do governo — que vai ficando cada vez menor.

📈 De acordo com números do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo possui uma margem de R$ 129,2 bilhões para os chamados gastos livres dos ministérios em 2026, envolvendo despesas administrativas de custeio da máquina pública, investimentos e gastos dos ministérios.

➡️Ao alocar boa parte desses recursos (mais de R$ 70 bilhões) para despesas administrativas da máquina pública, sobra menos espaço para os demais gastos livres do governo. São eles:

investimentos em infraestrutura;

verbas para a defesa agropecuária;

bolsas do CNPq e da Capes;

emissão de passaportes;

fiscalização ambiental e do trabalho escravo;

Farmácia Popular;

despesas administrativas;

recursos para universidades federais; e

recursos para agências reguladoras, entre outros.

Especialistas ouvidos pelo g1 avaliaram que Lula enfrentará restrições para investimentos e gastos livres dos ministérios em 2026 — ano de Eleições.

“Será um ano difícil para a execução das despesas discricionárias, seja pelo volume de despesas obrigatórias represadas com a fila para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, seja pelo calendário eleitoral”, afirmou Jeferson Bittencourt, ex-secretário do Tesouro Nacional e head de macroeconomia do ASA.

“Com custeio da máquina pública, tem uma margem [de gastos] para investimentos medíocre em um país continental com as necessidades que o Brasil tem. Insustentabilidade e horizonte pouco promissor ao país [são características que] saltam aos olhos que essa estrutura fiscal [arcabouço] oferece”, disse Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal.

Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

Leave a Reply