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Funcionários atuais e antigos da Meta denunciaram, em

Funcionários atuais e antigos da Meta denunciaram, em
  • Publishedsetembro 9, 2025

Funcionários atuais e antigos da Meta denunciaram, em audiência no Congresso dos EUA nesta terça-feira (9), que a empresa ocultava pesquisas internas que apontavam riscos à segurança infantil em suas plataformas de realidade virtual. Segundo os depoimentos, a Meta filtrava, editava e bloqueava estudos sobre esses riscos para evitar repercussões negativas.

As informações surgem após uma investigação no Congresso em 2021 e foram inicialmente publicadas pelo The Washington Post. Seis pesquisadores relataram que o setor jurídico da Meta atuava para criar uma “negação plausível” sobre os efeitos nocivos da realidade virtual em jovens usuários. A empresa nega as acusações e defende o trabalho de sua equipe de pesquisa.

Documentos internos indicam que, após o vazamento de informações pela ex-gerente Frances Haugen, a Meta impôs restrições à pesquisa em temas considerados sensíveis, como infância e assédio. Pesquisadores foram orientados a evitar termos como “ilegal” ou declarações que apontassem violação de leis.

Funcionários alertaram repetidamente que crianças menores de 13 anos burlavam as restrições para acessar os produtos de realidade virtual da Meta. Em 2017, um dos pesquisadores estimou que até 90% dos usuários em algumas salas virtuais eram menores de idade.

A ex-pesquisadora Cayce Savage afirmou que a empresa tinha conhecimento da presença massiva de menores nas plataformas e ignorava esse fato deliberadamente. Jason Sattizahn, também presente na audiência, declarou que é “muito claro” que a Meta só altera suas práticas quando pressionada pelo Congresso.

A Meta é líder no mercado de realidade virtual, principalmente pela linha de dispositivos Quest, mesmo com perdas financeiras recentes nesse segmento. A plataforma é usada por jovens de forma significativa, o que amplia a preocupação sobre a segurança infantil.

A empresa afirmou que desenvolveu diversas proteções para jovens usuários e ressaltou a contribuição positiva de sua equipe de pesquisa. A porta-voz Dani Lever classificou as denúncias como uma “narrativa predeterminada e falsa”, baseada em exemplos selecionados.

Essas denúncias ocorrem em um momento em que legisladores discutem regras para redes sociais, especialmente relacionadas à proteção de crianças e adolescentes. O controle e monitoramento do uso desses serviços digitais passam a ser prioridade em debates públicos e legislativos.

Especialistas recomendam que pais e responsáveis utilizem ferramentas de controle disponíveis para monitorar o tempo e a atividade das crianças nos dispositivos eletrônicos. Ajustar essas configurações pode ajudar a limitar a exposição a conteúdos inadequados e a proteger os usuários mais jovens.

O caso reforça a necessidade de transparência e fiscalização das práticas das empresas de tecnologia, especialmente aquelas que têm influência direta na rotina digital de crianças e adolescentes. A segurança online continua sendo um tema central nas discussões sobre o futuro das redes sociais.

Palavras-chave relacionadas: Meta, segurança infantil, realidade virtual, plataformas digitais, redes sociais, Congresso dos EUA, pesquisa interna, proteção de crianças, controle parental, dispositivos Quest.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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