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Maria Bethânia encerrou o show “60 anos de carreira” com

Maria Bethânia encerrou o show “60 anos de carreira” com
  • Publishedsetembro 9, 2025

Maria Bethânia encerrou o show “60 anos de carreira” com o samba “Vera Cruz”, composição de Xande de Pilares e Paulo César Feital que retrata a identidade afro-indígena do Brasil. A apresentação ocorreu recentemente e destacou aspectos culturais e políticos presentes na música.

O samba “Vera Cruz” foi uma das quatro músicas inéditas apresentadas na turnê comemorativa da cantora. A letra, de Paulo César Feital, enfatiza a altivez da artista e sua ligação com raízes afro-brasileiras e indígenas, referenciando tradições religiosas e culturais, como as figuras de Oxalá e Exu.

Além disso, o samba traz nomes importantes como Clementina de Jesus e Chico Xavier, reforçando a dimensão espiritual e histórica do Brasil que a música procura expressar. A canção também inclui uma mensagem política atual, com versos que defendem a autonomia do povo brasileiro e rejeitam influências externas sobre a nação.

O uso da frase “Pega, mata e come”, trecho do samba “Carcará”, marcou o encerramento do espetáculo e estabeleceu conexão com o início da carreira de Bethânia, há seis décadas. Essa referência reforça a continuidade e o fortalecimento da trajetória artística da cantora.

A musicalidade e a letra do samba evidenciam um Brasil plural, com diferentes tradições e origens. Elementos como o Gantois, terreiro onde Bethânia se banhou, e referências a povos como Tupinambá e Iorubá, apontam para uma identidade cultural complexa, construída por elementos africanos, indígenas e cristãos.

A obra, portanto, funciona como um retrato da “pátria dos Exus”, como indica o próprio refrão, oferecendo uma narrativa identitária que dialoga com temas religiosos, raciais e históricos. A música posiciona Bethânia como figura representativa dessa pluralidade.

No espetáculo que celebra seis décadas de carreira, “Vera Cruz” tem papel fundamental por traduzir, em forma de samba, a trajetória e os valores que marcaram a vida pública da artista. A escolha da canção para o encerramento reforça sua importância simbólica e artística.

Com essa performance, Bethânia reafirma sua ligação com a cultura brasileira em sua diversidade e as tensões políticas contemporâneas. O samba se apresenta como uma expressão artística que une passado e presente, tradição e inovação.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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