A seleção da Noruega adotou a “remada viking” como forma de comemorar vitórias e engajar a torcida na Copa do Mundo de 2022, evento que marca a volta do país à competição após 24 anos. O gesto, criado por um professor norueguês, surgiu em março e rapidamente ganhou popularidade nas redes sociais, tornando-se parte central da celebração dos jogos da Noruega.
Ole Frøystad, professor que idealizou a remada, buscava um cântico curto, fácil e com elementos culturais para unir a torcida. Inspirado pelos aplausos coordenados dos torcedores islandeses, ele associou o movimento à tradição dos vikings, que remavam para a batalha, e desenvolveu o gesto que simula o ato de remar em sincronia. A primeira apresentação pública ocorreu em um amistoso contra a Suíça, em março, poucos meses antes do início da Copa.
A divulgação da remada viking foi amplificada por vídeos produzidos por Frøystad e torcidas organizadas, que demonstravam como o movimento deveria ser executado para causar maior impacto visual nos estádios e frente às câmeras. O conteúdo nas redes sociais atingiu 38 milhões de visualizações e quase 3 milhões de curtidas, tornando-se um fenômeno local. Apesar de críticas pontuais, o gesto foi amplamente adotado pelos torcedores e pelos próprios jogadores.
A celebração ganhou ainda mais força com o lançamento da música oficial “Vikingblod”, criada pela torcida Oljeberget em parceria com o cantor Petter Katastrofe. A faixa alcançou o topo das paradas no Spotify da Noruega, com letras que fazem referência ao legado viking e à identidade nacional. No entanto, o uso desse símbolo histórico motivou debates no país. O jornal Verdens Gang questionou se a celebração não se limita a uma representação simplificada e turística da cultura viking.
Nem todos os torcedores abraçaram a remada. Emil Anners Lappen, apoiador da equipe, expressou sua rejeição ao gesto, chamando-o de ideia “estúpida” e afirmando nunca ter gostado da prática. A discordância reflete um segmento da população que vê a celebração com reservas culturais ou de identidade.
Independentemente das divergências, a remada viking tornou-se um elemento marcante na campanha da Noruega na Copa do Mundo de 2022, envolvendo torcedores e jogadores em um símbolo de unidade e motivação. A popularidade do gesto sugere que ele pode permanecer como parte da cultura futebolística do país nas próximas competições internacionais.
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Fonte: g1.globo.com
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