A Amazon lançou no Brasil a Alexa+, uma versão atualizada

A Amazon lançou no Brasil a Alexa+, uma versão atualizada de sua assistente virtual que traz recursos de inteligência artificial generativa, mas ainda apresenta dificuldades na pronúncia de nomes próprios, como “Henrique”. O serviço está disponível desde o final de outubro para um grupo restrito de usuários e para quem adquirir dispositivos Echo ou Fire TV.
Desde 2019, quando a Alexa chegou ao Brasil concorrendo com o Google Nest, o uso da assistente para automação residencial ganhou espaço, sobretudo para controlar dispositivos como lâmpadas, checar a previsão do tempo e programar alarmes. Com o tempo, o Google desistiu de lançar alto-falantes inteligentes no país.
A nova Alexa+ apresenta melhorias no reconhecimento e correção de comandos, por exemplo, ao tocar músicas com nomes específicos em inglês. Em vez de interpretações erradas, agora a assistente reproduz corretamente faixas como as de “The XX”, citando “the twentieth” e não “xis-xis”.
Um dos principais avanços está na capacidade de conversação da Alexa+. A assistente pode manter diálogos mais naturais, sem a necessidade de repetir constantemente a palavra de ativação. É possível pedir para ler notícias e, na sequência, iniciar uma conversa sobre assuntos como a Copa do Mundo.
Apesar disso, a Alexa+ ainda comete erros, como na pronúncia do nome “Henrique”, que varia entre “Henque”, “Renque” e outras versões. Além disso, a inteligência artificial da assistente mantém uma memória de conversas que precisa ser ajustada. Em um teste, a Alexa+ desconsiderou uma restrição para não tocar a música “Creep”, do Radiohead, mas suspendeu a faixa após correção. Posteriormente, esqueceu a restrição e prometeu registrar a preferência no aplicativo, sempre reforçando a questão da privacidade.
Nem todas as funcionalidades fazem sentido em dispositivos sem tela, como o Echo Studio, utilizado em testes. Recursos que exigem acompanhamento visual, como montar guias turísticos ou resumir documentos enviados por e-mail, dependem do uso do Amazon Echo com display. Por motivos de privacidade, a conexão de e-mails pessoais foi evitada nos testes.
O aplicativo Amazon Alexa para smartphones funciona como uma central de gestão dos dispositivos e registra as conversas e preferências do usuário. Contudo, ainda há falhas de integração: a Alexa+ não conseguiu se conectar a um modelo de TV compatível com a versão anterior do assistente, e não há previsão de atualização por parte da Amazon ou dos fabricantes.
Outro ponto apontado é a ausência de um site oficial da Alexa+ em português. Nos Estados Unidos, o portal da assistente oferece funcionalidades semelhantes às do ChatGPT e Google Gemini, o que ainda não está disponível para o público brasileiro.
O acesso à nova Alexa+ está limitado, podendo ser liberado mediante solicitação ou aquisição de dispositivos Echo e Fire TV até o mês de outubro. A assistente integra o pacote de serviços do Amazon Prime, que custa R$ 19,90 por mês, o que torna o serviço mais vantajoso do que a assinatura avulsa fixa em R$ 99,99 mensais, sem benefícios do Prime.
Os dispositivos compatíveis com a Alexa+ incluem Amazon Echo Dot, Echo Spot, Echo Show 8 e modelos Fire TV 4K e HD. Os preços pesquisados em lojas online recentemente variam de R$ 350, para Fire TV Stick, até cerca de R$ 1.500 para os aparelhos Echo.
Em resumo, a Alexa+ traz avanços em inteligência artificial e interação por voz, mas continua com limitações na pronúncia de nomes e integração com alguns dispositivos. A Amazon mantém o serviço restrito enquanto implementa melhorias para o público brasileiro.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com