Reino unido avalia intervenção em fusão de us$ 110 bilhões e

O governo do Reino Unido pode intervir na fusão de US$ 110 bilhões entre Paramount Global e Warner Bros Discovery, iniciando um processo de revisão antitruste para avaliar os impactos da negociação no país. A decisão foi anunciada em junho de 2024 e visa analisar os efeitos da operação sobre ativos das empresas em território britânico.
A ministra da Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, estabeleceu o prazo de 6 de julho para que Paramount e Warner respondam às questões levantadas pelo governo. Após essa data, Nandy decidirá se o caso deve avançar para uma notificação formal de interesse público.
Embora a fusão tenha recebido aprovação de países como Estados Unidos, China, Austrália, Alemanha, França e Arábia Saudita, o governo britânico aponta que o acordo pode afetar canais e serviços no Reino Unido. Entre os ativos avaliados estão o canal Channel 5, da Paramount, e a CNN International, da Warner.
Outros serviços presentes no Reino Unido que podem ser impactados pela fusão incluem TNT Sports, Cartoon Network, Nickelodeon, Paramount+ e HBO Max. A análise considera possíveis efeitos na competitividade e pluralidade do mercado local de mídia e entretenimento.
Se a notificação formal for emitida, o caso passará para análise conjunta dos órgãos reguladores Ofcom e Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA). Esses órgãos possuem até 40 dias para apresentar relatórios preliminares sobre o caso.
Depois dos relatórios, a ministra Lisa Nandy decidirá entre aprovar a fusão ou encaminhá-la para uma investigação aprofundada, processo que pode durar até 24 semanas. Essa etapa permitirá avaliar com mais detalhes os riscos concorrenciais e as consequências para o mercado britânico.
Caso sejam identificados problemas, as empresas poderão propor medidas corretivas, como a venda de ativos, ou compromissos para garantir a independência editorial nos veículos de mídia afetados. Até o momento, Paramount e Warner Bros Discovery não se manifestaram sobre a possível intervenção.
A atuação do Reino Unido na fusão ocorre num contexto recente em que o órgão regulador britânico já bloqueou atividades de fusões relevantes, como a compra da Activision Blizzard pela Microsoft no ano anterior. Nessa ocasião, a decisão inicial de bloqueio foi revista após mudanças nas condições da transação.
A intervenção reforça o papel das autoridades britânicas na manutenção da concorrência e do pluralismo no setor de mídia, especialmente diante de fusões globais que podem alterar o controle de conteúdo audiovisual no país.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com