A fila de espera por benefícios do Instituto

A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu para 1,831 milhão de pedidos em junho, o menor número registrado em 21 meses, informou o órgão nesta terça-feira (30). O dado foi apresentado durante a reunião do Conselho Nacional de Previdência Social.
Em setembro de 2024, quando a fila estava em 1,771 milhão de requerimentos, foi registrada a última marca próxima à atual. Em fevereiro, a fila atingiu o recorde de 3,128 milhões de pedidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou há cerca de duas semanas que o governo pretende zerar a fila de espera para concessão de benefícios até setembro deste ano. A promessa foi feita na posse em 2023.
O Ministério da Previdência esclareceu que “zerar a fila” significa eliminar o estoque de requerimentos que aguardam resposta há mais de 45 dias. Em junho, desses 1,8 milhão de pedidos, 555 mil estavam nessa condição.
Para o governo, esses 555 mil pedidos representam o volume que precisa ser reduzido para atingir a meta estabelecida. Uma mudança na chefia do INSS ocorreu em abril, quando Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira, assumiu o lugar de Gilberto Waller.
O INSS listou medidas adotadas para diminuir o número de pedidos pendentes. Entre elas, destacam-se a priorização do programa de gerenciamento de benefícios, a intensificação da análise de requerimentos de salário-maternidade e a criação de grupos de trabalho.
Além disso, o órgão ampliou os mutirões para atendimento e nomeou 300 novos analistas de seguro social. Algumas categorias de benefícios demandam perícia médica, o que também influencia o tempo de resposta.
O recuo na fila reflete a prioridade dada pelo INSS para acelerar a concessão dos benefícios e cumprir o compromisso do governo federal com os segurados. O acompanhamento dos números continuará nas próximas semanas para avaliar a efetividade das ações.
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Fonte: g1.globo.com
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