Economia

Plantas carnívoras usam diferentes estratégias para capturar

Plantas carnívoras usam diferentes estratégias para capturar
  • Publishedjunho 27, 2026

Plantas carnívoras usam diferentes estratégias para capturar suas presas, como cola, sucção e armadilhas em forma de jaula, em ambientes diversos como terra e água. Pesquisas recentes explicam como esses mecanismos funcionam e quais espécies estão ameaçadas, especialmente no Brasil.

A drosera atrai suas presas visualmente com gotas pegajosas que lembram orvalho, funcionando como cola para prender insetos. Esse gênero, junto com as utricularias, é um dos mais numerosos entre as plantas carnívoras. Nem todas as armadilhas são visíveis, como as famosas “bocas” de Nephentes ou as garras da dionaea, conhecida popularmente como apanha-moscas. Algumas armadilhas subterrâneas ou subaquáticas podem sugar pequenos animais.

Além dos insetos, essas plantas podem capturar larvas, vermes, protozoários, e ocasionalmente animais maiores como sapos, roedores e pássaros, embora isso ocorra de forma acidental. As Nephentes são exemplos que podem prender presas um pouco maiores devido ao formato de seus jarros. No entanto, a maior parte das presas continua sendo insetos.

A síndrome carnívora surgiu como mecanismo de sobrevivência para plantas que vivem em solos com poucos nutrientes, especialmente nitrogênio e fósforo. Segundo o mestrando Julio Santiago, da UFMG, os insetos são uma fonte complementar de nutrientes, enquanto a energia principal vem da fotossíntese. Paulo Gonella, professor da UFSJ, reforça que a fotossíntese é responsável pela maior parte da energia dessas plantas.

As plantas não são venenosas nem apresentam risco de ferimentos a humanos. O estímulo para capturar ocorre via sinalização química, principalmente em resposta à quitina, componente presente no exoesqueleto dos insetos. Por isso, o toque humano não desencadeia uma reação significativa.

Duas das maiores espécies conhecidas são a Drosera magnifica, nativa de Minas Gerais, e a Nephentes rajah, da Ilha de Bornéu, que podem atingir até 1,5 metro de altura. Essas espécies são exemplos dos variados tamanhos e adaptações dos gêneros carnívoros.

No mundo, existem cerca de 860 espécies de plantas carnívoras, a maioria pertencente aos gêneros Drosera, Utricularia e Nephentes. O Brasil ocupa o segundo lugar em diversidade, com aproximadamente 130 espécies, atrás apenas da Austrália, que possui cerca de 250. Entre as espécies ameaçadas de extinção, 20% ocorre globalmente, sendo 28 delas no Brasil. Destas, 13 estão classificadas como criticamente ameaçadas.

O gênero brasileiro Philcoxia, exclusivo do Cerrado e da Caatinga, apresenta armadilhas subterrâneas e se alimenta de vermes do solo. Todas as suas espécies estão ameaçadas. Outro gênero em risco é a Drosera, com 40% de suas espécies brasileiras sob ameaça.

Fatores que contribuem para a ameaça incluem a destruição dos habitats para expansão agrícola e o uso de fertilizantes e pesticidas, que alteram a composição do solo e favorecem a invasão de outras espécies competitivas.

A conservação dessas plantas é fundamental, dada sua importância ecológica e diversidade. Entender os mecanismos de captura e os desafios enfrentados ajuda a direcionar esforços para preservar essas espécies únicas.

Palavras-chave relacionadas: plantas carnívoras, captura de presas, drosera, utricularia, nephentes, dionaea, armadilhas vegetais, fósforo, nitrogênio, espécies ameaçadas, biodiversidade brasileira, conservação ambiental.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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