Os preços do petróleo caíram a níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio nesta quinta-feira (25), diante da retomada do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e do acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos. A movimentação indica uma normalização no fluxo de cargas e reduz os riscos de interrupções na oferta global.
Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, registrava queda de 0,96%, cotado a US$ 73,03. O West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, caía 0,85%, para US$ 69,74. Essas reduções refletem o retorno progressivo à normalidade na região, depois de meses de tensão devido ao conflito iniciado em fevereiro.
Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume de petróleo movimentado na área já está próximo dos patamares anteriores à guerra. Durante o Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, ele informou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o Estreito de Ormuz em 24 horas, nível superior ao registrado antes do conflito, que variava entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários.
A Agência Marítima da Organização das Nações Unidas (ONU) começou a evacuar navios e marinheiros presos no Golfo por causa do conflito. Dados recentes indicam que três petroleiros retidos na região conseguiram deixar o estreito na quarta-feira, transportando aproximadamente 5 milhões de barris. Duas dessas embarcações seguem para portos asiáticos.
A retomada do tráfego foi dificultada inicialmente pela presença de minas iranianas, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu, afirmou Wright. O acordo provisório entre Irã e Estados Unidos tem permitido a liberação gradual das cargas que estavam paradas no Golfo, contribuindo para a queda dos preços do petróleo.
Além da recuperação do fluxo marítimo, a elevação da produção e das exportações de países do Golfo Pérsico pressionou os valores da commodity para baixo. Os Emirados Árabes Unidos já restabeleceram a maior parte da produção anterior ao conflito, enquanto Kuwait e Iraque aumentaram os embarques ao mercado internacional.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ressaltou que o Irã garantiu que não haverá cobrança de pedágio nem qualquer outra taxa para a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, o que também contribuiu para a redução dos preços do petróleo.
Com a normalização das rotas de navegação e o aumento da oferta, o mercado sinaliza uma diminuição das pressões que elevaram os preços desde o início do conflito. No entanto, a situação segue monitorada, considerando as tensões políticas ainda existentes na região.
*Com informações das agências Reuters e France Presse.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com

