O novo filme “Toy Story 5” estreia nesta quarta-feira (17) nos cinemas brasileiros e coloca a tecnologia, representada por uma tablet infantil, como o principal antagonista da trama, refletindo a preocupação atual de pais e crianças com o uso excessivo de telas. A história destaca Jessie, personagem que assume o protagonismo, enfrentando a influência da tecnologia na formação de relações verdadeiras entre crianças.
O enredo concentra-se na disputa entre brinquedos analógicos e a tecnologia moderna. Jessie, veterana da série, é a líder que questiona se a tablet pode realmente ajudar a menina Bonnie, dona atual dos brinquedos, a criar conexões genuínas. O conflito coloca em evidência um tema já presente desde os anos 1990, com o avanço dos videogames, mas que agora ganha destaque como elemento central da narrativa.
A produção é comandada por Andrew Stanton, que assume a direção pela primeira vez na série, ao lado da estreante McKenna Harris. Stanton, responsável pelos roteiros anteriores, trouxe a ideia da “disputa” entre Jessie e a tecnologia. A equipe do estúdio Pixar levou cerca de sete anos desde o último filme para desenvolver essa nova história, buscando aprofundar o papel de Jessie e ampliar a participação da personagem humana Bonnie.
Segundo a produtora Lindsey Collins, que trabalha na Pixar desde 1997, o tema da tecnologia é relevante para todas as famílias atualmente. Ela destaca que o filme trata do conflito cotidiano entre o tempo dedicado às telas e a busca por interações reais. “Toda criança no mundo, e todo pai no mundo, lidam com a realidade de ter tecnologia em suas vidas”, afirmou.
Embora Woody e Buzz Lightyear, antigos protagonistas, continuem presentes, eles assumem papéis coadjuvantes, dando espaço para Jessie assumir a liderança da turma. O roteiro também traz elementos do passado de Jessie, mostrando que ela já pertenceu a diferentes crianças, o que amplia a dimensão dos personagens.
Especialistas projetam que “Toy Story 5” pode ultrapassar a marca de US$ 1,5 bilhão em bilheterias globais, posicionando o filme entre as maiores arrecadações da história das animações. Este resultado estaria alinhado com o crescimento esperado para o mercado cinematográfico em 2026, após o impacto da pandemia nas receitas do setor.
A Pixar aposta que o longa vai atrair públicos de todas as idades, reforçando a ideia de que o cinema continua oferecendo experiências que valem a pena serem vividas em salas de exibição. A produtora enfatiza que o filme não é focado apenas nas crianças, mas pensado para ser apreciado por toda a família.
“Toy Story 5” traz uma nova abordagem dentro da franquia, focando no impacto da tecnologia no universo infantil, enquanto mantém a essência dos brinquedos e suas histórias. A estreia representa, para o estúdio, a continuidade de uma saga iniciada há mais de duas décadas e adaptada às mudanças sociais atuais.
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Fonte: g1.globo.com
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