Uma brasileira de 30 anos foi condenada na

Uma brasileira de 30 anos foi condenada na Coreia do Sul a um ano de prisão com pena suspensa por dois anos por perseguição e invasão à residência do cantor Jung Kook, integrante do grupo BTS, em Seul. A decisão foi divulgada em abril pelo Tribunal Distrital Ocidental da capital sul-coreana.
A mulher está detida desde 27 de fevereiro, após ser indiciada por violar a lei contra perseguição e invadir a propriedade do artista. Segundo a sentença, ela tocou a campainha da residência em Yongsan 133 vezes na madrugada de 12 de dezembro, mesmo após advertências da polícia local. O tribunal considerou esse comportamento um agravante e destacou o pedido de punição severa por parte de Jung Kook.
No entanto, a corte suspendeu a execução da pena, desde que a ré cumpra as condições determinadas e não cometa novas infrações nos próximos dois anos. Entre os fatores que influenciaram a decisão estão o fato de ela não ter acessado áreas internas da casa e a ausência do cantor no momento das invasões.
A brasileira está detida preventivamente desde fevereiro e deve ser deportada após o término do processo, segundo o tribunal, o que reduz o risco de reincidência. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da embaixada em Seul, acompanha o caso e informou que presta assistência consular à brasileira.
Familiares da mulher relataram ao g1 em janeiro que ela possui transtornos mentais e viajou para a Coreia do Sul sem avisar a família, na qual ela reside em São Paulo. Eles tentavam trazê-la de volta ao Brasil devido ao agravamento da condição dela, causada por um surto relacionado à obsessão pelo cantor.
A família afirmou que a jovem já apresentou quadro semelhante em 2021, foi diagnosticada com transtorno mental e necessita de medicação controlada. Eles expressaram preocupação com a situação e ressaltaram a importância de sua volta ao país para receber tratamento adequado.
Durante o período de detenção, a mulher recebeu visitas do consulado brasileiro e manteve contato com familiares por meio de mensagens. O caso teve repercussão internacional e gerou preocupação na mídia e entre parentes devido às circunstâncias e à frequência das invasões.
Autoridades sul-coreanas abriram investigação após a brasileira ter invadido a residência do artista cerca de 20 vezes desde dezembro de 2023. A polícia registrou três detenções antes da prisão preventiva em fevereiro.
O processo destaca a aplicação da lei sul-coreana contra a perseguição e protege os direitos de figuras públicas, enquanto equilibra o aspecto da saúde mental da ré. O caso permanece sob acompanhamento dos órgãos competentes, sem decisão definitiva sobre a deportação imediata.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com