O Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram

O Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram na manhã desta sexta-feira (19) uma operação que investiga o PicPay, banco digital brasileiro, por descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal (DF). A apuração envolve suspeitas de cobranças indevidas no serviço de adiantamento salarial oferecido pelo banco.
A investigação aponta que o PicPay teria efetuado descontos nos contracheques dos servidores sem respaldo legal, por meio de um mecanismo vinculado ao adiantamento de salários. Além disso, o caso ganhou atenção da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, após informações sobre transferência de R$ 1 milhão ao escritório ligado ao governador Ibaneis Rocha, realizada pela J&F Participações, grupo controlador do banco digital.
Eduardo Chedid Simões, presidente-executivo do PicPay, é um dos alvos da operação. Ele também figura como um dos gestores de instituições financeiras investigadas por envolvimento no mercado de crédito consignado e nas práticas de descontos indevidos em benefício do INSS. Recentemente, Simões foi indiciado na CPMI que apura essas irregularidades.
Ao ser procurado, o PicPay negou irregularidades nas operações sob investigação e rejeitou a acusação de cobrança indevida. Em nota, a empresa afirmou que o valor adiantado era disponibilizado no cartão do cliente após solicitação direta pelo aplicativo, sem intermediários ou cobranças nessa modalidade.
O banco digital reforçou o compromisso com a legislação vigente e destacou a existência de uma estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance alinhada às normas do setor financeiro. O PicPay declarou que continuará colaborando com as investigações e que esclarecimentos confirmam a legalidade de suas operações.
Fundado em 2012 como fintech, o PicPay foi adquirido pelo Banco Original em 2015 e tornou-se independente, sob controle do grupo J&F, em 2017. A empresa recebeu licença do Banco Central para atuar como instituição de pagamento em 2020 e, em 2022, passou a operar como instituição financeira.
O PicPay ampliou suas operações ao adquirir o Guiabolso em 2021 e a BX Blue em 2023, esta última especializada em empréstimos consignados para servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS. Ao final do primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou mais de 68,6 milhões de clientes e teve lucro líquido ajustado de R$ 169,4 milhões, aumento de 92% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A operação atual também envolve buscas em outras instituições, como o BRB e a Secretaria de Economia do Distrito Federal, no âmbito das investigações sobre os descontos na folha de pagamento do governo local.
Palavras-chave: PicPay, banco digital, descontos indevidos, servidores do Distrito Federal, adiantamento salarial, operação policial, Ministério Público, CPMI do INSS, Eduardo Chedid Simões, J&F Participações, mercado financeiro, crédito consignado, fintech, Banco Central, Guiabolso, BX Blue, governo do DF.
Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com