Economia

O processo de privatização da Companhia de Saneamento

O processo de privatização da Companhia de Saneamento
  • Publishedjunho 16, 2026

O processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi concluído nesta terça-feira (16) em uma cerimônia realizada na bolsa de valores brasileira, a B3, em São Paulo. O evento marcou a entrega das ações aos compradores e o pagamento ao estado de Minas Gerais.

Ao todo, foram vendidos 171.113.881 papéis da estatal ao preço de R$ 49,03 por ação, totalizando R$ 8,38 bilhões para os cofres do estado. Uma possível oferta adicional de até 19.035.730 ações não foi disponibilizada.

Antes da privatização, o estado detinha 50,03% do capital social da Copasa, equivalente a 190.249.612 ações ordinárias. Após a venda, a participação estadual caiu para 5,03%, com 19.135.731 ações restantes. Essa fatia inclui uma golden share, que concede poder de veto ao Executivo estadual sobre assuntos estratégicos, como mudança de nome e sede da companhia.

A Perfin, que já era acionista da Copasa, aumentou seu número de ações em 1.077.500 papéis ordinários. A participação da empresa subiu de 15,25% para 20,11% do capital social. Investidores institucionais adquiriram 10,5% da companhia, movimentando R$ 1,96 bilhão, enquanto investidores do varejo passaram a deter 4,5% do capital social, com R$ 838,9 milhões em negócios.

A privatização da Copasa recebeu aprovação definitiva da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 17 de dezembro de 2025 e foi sancionada pelo ex-governador Romeu Zema no dia 23 do mesmo mês. O então governador defendia a medida como necessária para modernizar a empresa e atrair investimentos.

Por outro lado, deputados contrários à privatização argumentavam que a venda poderia resultar em aumento nas tarifas, precarização dos serviços e demissões. A Copasa é responsável pelo abastecimento de água e saneamento em 636 municípios de Minas Gerais.

A legislação que autorizou a privatização prevê que os recursos obtidos com a venda sejam usados para amortizar a dívida do estado com a União ou cumprir obrigações do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Além disso, permite que parte do montante seja destinada a um fundo estadual de saneamento básico.

Com a conclusão do processo, Minas Gerais passa a ter menos controle direto na Copasa, mas mantém poder de veto em decisões estratégicas, enquanto os investidores privados aumentam sua participação na empresa.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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