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O governo dos Estados Unidos solicitou nesta terça-feira

  • Publishedjunho 13, 2026

O governo dos Estados Unidos solicitou nesta terça-feira que países europeus imponham restrições de viagem para pessoas que estiveram recentemente em países da África Central afetados pelo surto de ebola, com o objetivo de evitar a propagação do vírus durante a Copa do Mundo de futebol. A ação já está em vigor nos EUA desde o mês passado e responde ao crescente surto da cepa Bundibugyo na República Democrática do Congo e regiões vizinhas.

Em 1º de junho, os Estados Unidos emitiram uma declaração diplomática formal pedindo que os países europeus adotassem medidas similares às restrições de viagem já implementadas em solo americano. Segundo fontes diplomáticas, os Estados-membros da União Europeia não forneceram resposta até o momento. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) proibiu a entrada de não cidadãos que tenham estado na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias.

Além da proibição, norte-americanos são orientados a passar por aeroportos específicos para uma triagem detalhada, como parte das medidas para prevenir a entrada do vírus. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o país não pode permitir a chegada do ebola e que o foco está em impedir que pessoas potencialmente expostas entrem no território nacional, mesmo com a existência de instalações médicas para o tratamento da doença.

Uma autoridade do Departamento de Estado destacou que as restrições de viagem somadas ao financiamento significativo para o combate ao ebola mostram que os EUA intensificaram suas ações de proteção contra a cepa Bundibugyo, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como emergência de saúde pública internacional. “Outros países devem fazer sua parte para garantir que este surto não se espalhe ainda mais”, disse a autoridade, que preferiu manter o anonimato.

O pedido formal aos países da Europa tem como objetivo coordenar melhor a resposta global em um momento em que a Copa do Mundo deve reunir milhões de visitantes, entre torcedores, atletas e turistas. Uma ligação entre Marco Rubio e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi realizada na terça-feira para discutir a situação. O Departamento de Estado informou que a maior prioridade continua sendo proteger a saúde dos norte-americanos e impedir que o surto chegue ao país.

O governo Trump, que enfrenta críticas por cortes no financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional antes do surto, informou que já enviou aproximadamente 150 toneladas de suprimentos médicos aos países afetados e prometeu mais de 200 milhões de dólares em apoio financeiro, tornando-se o maior contribuinte na resposta à crise do ebola.

O surto ocorre em meio à aproximação da Copa do Mundo da FIFA, que será sediada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México e terá início nesta quinta-feira. O contexto epidemiológico tem impactado algumas viagens relacionadas ao evento, ressaltando a necessidade de medidas preventivas coordenadas entre os países para evitar a disseminação do vírus durante a competição.

A União Europeia não comentou oficialmente sobre o pedido dos Estados Unidos em um primeiro momento, e as discussões diplomáticas seguem em andamento para alinhar posições e ações. Enquanto isso, agências humanitárias continuam os esforços no terreno, como mostra o trabalho da Cruz Vermelha na desinfecção de hospitais nas áreas afetadas, em tentativas de conter o avanço do vírus.

A mobilização internacional, portanto, ocorre em um cenário de alerta elevado e preocupação com a saúde pública global, evidenciando a complexidade de gerir surtos de doenças em eventos internacionais com grande circulação de pessoas.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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