O julgamento entre Elon Musk e os cofundadores

O julgamento entre Elon Musk e os cofundadores da OpenAI nos Estados Unidos entra na fase final após três semanas de audiências em Oakland. A disputa judicial começou em abril e envolve acusações relacionadas à participação de Musk na criação e desenvolvimento da OpenAI, além do controle sobre a empresa.
No início do julgamento, Musk afirmou ter sido ingênuo ao investir US$ 38 milhões na OpenAI, empresa que hoje possui uma avaliação de US$ 800 bilhões. Ele disse que criou o nome da organização, recrutou pessoas-chave e forneceu o financiamento inicial, mas não teria recebido nada em troca. Durante as sessões, Musk mostrou irritação e acusou o advogado da OpenAI de tentar induzi-lo ao erro por meio das perguntas.
Sam Altman, CEO e cofundador da OpenAI, prestou depoimento em 12 de maio e rebateu as acusações feitas por Musk. Ele afirmou que em 2017 o empresário pediu 90% das ações da empresa, mas se recusou a formalizar um acordo para dividir o controle. Segundo Altman, deixar uma inteligência artificial avançada sob o controle de uma única pessoa não seria aceitável para a OpenAI.
Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI, também depôs durante o processo. Seus cadernos amarelos com anotações das audiências ganharam destaque, principalmente por conter reflexões sobre a estratégia da empresa e sua relação com Musk. Em um trecho, Brockman mencionou o plano de “ganhar dinheiro” e cogitou a possibilidade de criar uma empresa sem a participação de Musk. Ele negou qualquer motivo para se envergonhar das anotações e disse que nem todos os detalhes de um episódio envolvendo Musk em 2017 foram registrados.
Shivon Zilis, ex-membro do conselho da OpenAI entre 2020 e 2023, prestou depoimento em 6 de maio. Ela é mãe de quatro filhos de Musk e trabalhou com ele na Neuralink. Durante sua participação nas audiências, Zilis respondeu de forma breve e, por vezes, irônica às perguntas sobre sua relação pessoal e profissional com Musk e Altman. Ela admitiu a existência de “momentos românticos” com Musk, cuja relação com Zilis não era pública até então. A OpenAI afirma que Zilis atuava como informante para Musk.
Mensagens trocadas entre os envolvidos podem indicar que Musk tinha conhecimento antecipado sobre os planos da OpenAI bem antes de 2023. Se essa hipótese for confirmada, o processo movido por Musk poderá ser encerrado antes mesmo do início das deliberações do júri.
Os jurados devem começar a discutir o caso em breve para definir o veredito, que poderá ter impactos no futuro da regulação e do controle sobre empresas de inteligência artificial no Vale do Silício.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com