A banda Fresno retorna a Porto Alegre para

A banda Fresno retorna a Porto Alegre para um show gratuito neste sábado (16) no Parque da Redenção, local que marcou o início da trajetória do grupo na capital gaúcha. A apresentação faz parte da programação da Semana S, organizada pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, e celebra o lançamento do 11º álbum da banda, “Carta de Adeus”.
Formada há mais de 20 anos, a Fresno mantém na sua obra referências explícitas a Porto Alegre e ao Rio Grande do Sul. O vocalista Lucas Silveira afirmou que muitas músicas citam a capital e regiões do Estado, como Mostardas e Pinhal, locais que possuem ligação pessoal e afetiva com os integrantes.
Silveira destacou a importância do Parque da Redenção para a história da banda, que recentemente lançou um álbum com o nome do espaço. Ele relembrou os primeiros passos, quando distribuía flyers nas proximidades antes de subir ao palco, e ressaltou que a relação com a cidade vai além da nostalgia, estando na essência do trabalho do grupo.
O início da Fresno aconteceu em um quarto nos fundos de uma casa no 4º Distrito de Porto Alegre, onde o vocalista e seu irmão compuseram boa parte das músicas dos primeiros discos. Embora a casa tenha sido demolida, Silveira ainda busca as ruas da região para se reconectar com essas origens.
A banda surgiu em um cenário independente, longe dos grandes espaços, tocando em locais como o Garagem Hermética e o Bar do João, na Avenida Osvaldo Aranha. Silveira mencionou que a ética dessa época ainda guia a maneira como a banda trabalha e interage com a indústria musical.
Ele também ressaltou que a Fresno integrou a primeira geração de bandas a usar a internet como ferramenta para divulgar seu trabalho, fator que facilitou o crescimento inicial do grupo.
No novo álbum, a banda aborda o impacto da inteligência artificial na criação musical. Silveira destacou que, embora seja possível gerar composições por meio de algoritmos, esses processos não trazem a vivência pessoal que autentica a música.
Para ele, a principal diferença está nas experiências reais que embasam as letras e a sonoridade da banda. A conexão com os fãs, segundo Silveira, nasce da identificação emocional que só um artista que viveu determinado contexto pode oferecer.
O vocalista afirmou que a música gerada por inteligência artificial pode ter usos pontuais, mas não substitui a profundidade da expressão humana. Para a Fresno, fazer música é transmitir sentimentos e histórias que aproximam o público de maneira única.
O show deste sábado no Parque da Redenção simboliza o fechamento de um ciclo na trajetória da banda, unindo o passado e o presente em um espaço que testemunhou os primeiros passos da Fresno em Porto Alegre.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com