Economia

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (15) influenciado p

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (15) influenciado p
  • Publishedmaio 15, 2026

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (15) influenciado por fatores internos, como desdobramentos políticos, e externos, como o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, em Pequim. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, está previsto para iniciar as negociações às 10h, após oscilações recentes relacionadas ao cenário político e internacional.

No Brasil, a divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro repercute no mercado. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, havia pedido US$ 24 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido, revelado pelo site The Intercept Brasil, foi confirmado posteriormente pelo senador, que negou irregularidades.

A relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero, também levanta suspeitas sobre o uso dos recursos para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A Polícia Federal cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão na quinta-feira (14), incluindo a prisão do pai de Daniel Vorcaro.

Investidores avaliam que a controvérsia política pode reduzir as chances de alternância no governo, o que impacta as expectativas para as contas públicas. Na quarta-feira, o dólar subiu 2,31%, enquanto o Ibovespa recuou 1,80%, refletindo o aumento do risco político. Na quinta-feira, o mercado apresentou recuperação moderada.

No âmbito internacional, o foco dos mercados está no encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que sinalizam uma possível aproximação diplomática entre Estados Unidos e China. Durante a visita a Pequim, Trump adotou um tom conciliador, chamou Xi de “amigo” e o convidou para uma visita oficial aos EUA em setembro. O diálogo positivo contribui para a redução dos temores de atritos comerciais e geopolíticos.

O encontro é acompanhado atentamente devido à importância das relações entre as duas maiores economias globais e seu impacto no comércio mundial. Entre os temas discutidos estão a prorrogação da trégua na guerra tarifária, questões envolvendo o Irã, a situação de Taiwan e disputas tecnológicas nas áreas de inteligência artificial e semicondutores.

Nos mercados financeiros internacionais, as bolsas de Nova York fecharam em alta na quinta-feira (14), impulsionadas pelo avanço das ações da Nvidia, que subiram mais de 4%. O índice Dow Jones avançou 0,75%, o S&P 500, 0,77%, e o Nasdaq, 0,88%. O destaque para a Nvidia ocorreu após autorização do governo americano para que cerca de dez empresas chinesas comprem seu chip H200.

Na Europa, os principais índices também registraram ganhos, com o STOXX 600 subindo 0,76%, FTSE 100 avançando 0,46%, CAC 40 crescendo 0,93%, e DAX registrando alta de 1,32%. Em contraste, os mercados asiáticos fecharam em baixa, com o índice de Xangai caindo 1,52%, CSI 300 1,68%, e o Nikkei, do Japão, recuando 0,98%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng permaneceu estável.

A instabilidade no panorama político brasileiro, aliada a sinais de melhora na relação entre EUA e China, mantém o dólar em níveis elevados, enquanto a bolsa brasileira tenta recuperar perdas recentes. O câmbio e os mercados continuam sensíveis a notícias políticas internas e a movimentos no cenário global, indicativos de possíveis riscos e oportunidades para investidores.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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