A terceira geração do Audi Q3 foi lançada no Brasil

Imagem: s2-g1.glbimg.com

A terceira geração do Audi Q3 foi lançada no Brasil em 2024 e está disponível a partir de R$ 389.990 para a carroceria SUV e R$ 399.990 para o modelo cupê. O veículo chega para disputar mercado dominado pela BMW X1 e Mercedes GLA, que vem perdendo espaço para novas marcas chinesas como Denza, da BYD, e Wey, da GWM.

O g1 avaliou as duas versões do Q3 ao rodar cerca de 300 km pelo interior paulista, com aproximadamente 10% do percurso em área urbana e o restante em estradas com limite de 120 km/h. Apesar de parecer mais tecnológica externamente, a nova geração do Audi Q3 apresenta avanços mistos em performance e tecnologia interna.

No design, o Audi Q3 adota linhas mais fluídas, apostando em um visual menos quadrado que seus concorrentes alemães. O modelo destaca-se pela iluminação em LED com múltiplos pontos, que permite desligar o farol alto em trechos específicos e projetar sinais no asfalto, como aviso de aproximação de curvas ou alerta de gelo na pista. No entanto, essa tecnologia ainda não está disponível na versão brasileira, que oferece apenas ajuste automático do farol alto.

A iluminação diurna e das lanternas traseiras oferece personalização por meio de quatro combinações possíveis, incluindo a iluminação do logotipo da Audi na parte traseira, que muda para vermelho ao frear ou acionar as luzes. Essa função é rara no Brasil, aparecendo apenas em alguns Volkswagen Tiguan e Taos.

Internamente, a central multimídia aumentou de 8,8 para 12,8 polegadas e foi reposicionada para ficar alinhada ao painel digital de instrumentos, que tem 11,9 polegadas. Contudo, o painel é estreito e limita a quantidade de informações exibidas, como conta-giros, veículos ao redor e navegação, sem permitir ampla personalização. Diferente dos modelos Volkswagen, que possuem painéis mais altos e configuráveis, o Q3 oferece poucas opções ao motorista. O modelo também não conta com projeção de informações no para-brisa (head-up display).

O piloto automático adaptativo mantém a distância do veículo à frente e identifica carros próximos, mas não centraliza o carro na faixa de rodagem. O sistema emite avisos visuais de saída de faixa, porém, durante o teste, falhou em emitir alertas em algumas situações, permitindo deslocamentos sem aviso prévio. Outro ponto negativo é a ausência do alerta de ponto cego, recurso comum em concorrentes, substituído no Q3 por retrovisores mais largos que ampliam o campo de visão.

O acabamento do Audi Q3 utiliza materiais macios na maioria das superfícies, com exceção do plástico preto brilhante no console central e de uma faixa metalizada no painel. O interior segue uma linha minimalista, com menos botões físicos, mas mantém comandos essenciais em botões virtuais fixos, especialmente para o ar-condicionado.

O câmbio manual foi substituído por uma alavanca fixa na coluna de direção, reunindo comandos como seletor de marcha, setas indicadoras, limpadores e ajustes de farol em um único conjunto. Essa mudança causou estranhamento inicial, mas o posicionamento facilita o acesso aos controles após adaptação.

O motor 2.0 turbo da nova geração tem 258 cavalos de potência e torque de 37,7 kgfm, maior que a versão anterior e comparável ao Golf GTI vendido na Europa. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 5,9 segundos, desempenho superior ao do hatch esportivo da Volkswagen no Brasil. A suspensão é firme, equipada com tração integral, favorecendo estabilidade em curvas e em alta velocidade, mas a rigidez reduz o conforto em trajetos urbanos, principalmente ao passar por buracos.

Embora o Audi Q3 apresente avanços em visual, potência e alguns aspectos tecnológicos, ele ainda deixa a desejar em funções básicas de assistência e personalização interna. O piloto automático incompleto e o painel restritivo contrastam com o investimento da marca em tecnologia.

Para quem busca um SUV premium com motor potente e dirigibilidade mais esportiva, o Audi Q3 pode ser opção adequada. Ele se coloca como rival mais direto de BMW X1 (a partir de R$ 330.950) e Mercedes GLA (a partir de R$ 359.900), mas com limitações que podem favorecer a entrada de novos concorrentes chineses no segmento.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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