Financiamento de ‘Lula, o Filho do Brasil’ volta a ser

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Financiamento de ‘Lula, o Filho do Brasil’ volta a ser alvo de debate após caso Flávio Bolsonaro.

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O vazamento de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do longa “Dark Horse” provocou um debate sobre os modelos de captação de recursos em cinebiografias políticas.

Entre os principais alvos de questionamentos está “Lula, o Filho do Brasil” (2010), longa-metragem de ficção que narra a trajetória de Lula até a chegada à Presidência da República.

Procurada pelo g1, a produtora da obra, Paula Barreto, detalhou como a estrutura financeira foi montada à época:

O orçamento de R$ 12 milhões foi viabilizado por meio de aportes de 18 empresas. A lista de investidores inclui gigantes de diversos setores, como Odebrecht (atualmente Novonor), Camargo Corrêa, OAS, JBS e EBX, além de montadoras como Volkswagen e Hyundai.

Parte deste grupo de investidores esteve, anos mais tarde, no centro de investigações sobre esquemas de corrupção envolvendo governos do PT.

Empresas como a Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa firmaram acordos de leniência e tiveram executivos condenados em desdobramentos de operações que apuraram desvios em estatais.

Recentemente, no entanto, decisões judiciais anularam provas e condenações de alguns desses executivos e empresas, citando irregularidades processuais.

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De acordo com a produção, o filme registrou uma bilheteria de 848 mil espectadores.

Dirigido por Fábio Barreto e Marcelo Santiago, o longa tem roteiro assinado por Fernando Bonassi, Denise Paraná e Daniel Tendler.

O elenco principal contou com Rui Ricardo Diaz, no papel de Lula, Glória Pires, como Dona Lindu, e Juliana Baroni, interpretando a ex-primeira-dama Marisa Letícia.

A produção leva a assinatura de Luiz Carlos Barreto e Paula Barreto.

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Investigação sobre ‘Dark Horse’

O debate sobre o financiamento privado no cinema foi reacendido por revelações do site The Intercept Brasil sobre o filme “Dark Horse”.

Segundo as investigações, o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões ao projeto por meio de um fundo americano.

O valor é duas vezes maior do que o orçamento do filme “O Agente Secreto”, que recebeu R$ 28 milhões e representou o Brasil no Oscar 2026 com quatro indicações.

O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter recebido recursos para o longa, sem especificar valores, enquanto o deputado federal Mário Frias (PL) negou, inicialmente, o financiamento.

A Polícia Federal investiga, agora, se parte da verba teria sido desviada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro, que reside no Texas, nos Estados Unidos.

Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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