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O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira
  • Publishedmaio 13, 2026

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve, o banco central americano, em meio a pressões para controlar a inflação e definir a política monetária. A votação foi marcada por forte divisão partidária, refletindo o clima político que cerca a instituição.

Warsh, advogado e financista de 56 anos nomeado pelo presidente Donald Trump, terá um mandato de quatro anos como presidente do Fed e outro de 14 anos como diretor do banco. A confirmação teve placar de 54 votos a favor e 45 contra, sendo a mais partidária da história para a função. Apenas um senador democrata, John Fetterman, apoiou a indicação.

Sua posse depende das assinaturas finais da Casa Branca, que Trump promete agilizar mesmo durante sua visita à China para reuniões com o presidente Xi Jinping. Warsh substituirá Jerome Powell, cujo mandato como presidente termina na sexta-feira (15). Powell continuará na diretoria do Fed e deverá deixar seu posto para Warsh na próxima reunião de política monetária marcada para 16 e 17 de junho.

O cenário econômico exige decisões complexas. A inflação nos Estados Unidos permanece alta, com o índice de preços ao produtor aumentando 6% em abril em relação ao ano anterior, ritmo mais rápido desde dezembro de 2022. O índice de preços ao consumidor também subiu no mês passado no ritmo mais acelerado em três anos. Esses dados dificultam os cortes nas taxas de juros defendidos por Trump, que busca estimular o crescimento econômico.

Há um debate intenso dentro do Fed sobre a condução da política monetária. Um grupo de formuladores apoia uma postura mais rígida para conter a inflação crescente, enquanto outros consideram necessária uma possível flexibilização. Pelo menos cinco membros sinalizaram interesse em mudar a linguagem da política para refletir essa divisão. As novas projeções para a trajetória das taxas devem ser divulgadas em junho.

A votação no Senado expôs a polarização em torno do Federal Reserve, instituição tradicionalmente apoiada de forma bipartidária. A confirmação de Warsh ocorreu em um momento em que Trump pressiona o banco central para reduzir os juros e já promoveu investigações e tentativas de interferência na instituição, incluindo um processo contra Powell, que foi arquivado temporariamente.

Alguns democratas expressaram preocupação sobre a independência de Warsh frente à Casa Branca. O senador Mark Warner destacou a necessidade de o presidente do Fed abrir mão de pressões políticas e atuar com base em dados para garantir a estabilidade econômica. A própria decisão de Powell de permanecer no banco central para preservar essa independência revela as tensões atuais.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, aliado de Trump, saudou a nomeação de Warsh e falou em necessidade de maior responsabilidade e orientação política no Fed. Warsh, por sua vez, afirmou que não fez promessas sobre a política de juros, mas indicou que pretende aumentar a cooperação do banco central com o governo em assuntos não relacionados à política monetária.

Warsh já possui experiência no Fed, tendo atuado como diretor durante o mandato de Ben Bernanke. Naquela época, demonstrou reservas em relação a políticas adotadas, mas saiu da diretoria antes de emitir votos divergentes. Em sua audiência de confirmação, defendeu o debate aberto no Fed como essencial para adequar as medidas econômicas à realidade do país.

Com a posse iminente, Warsh assume uma instituição no centro de um debate complexo sobre como equilibrar o controle da inflação e o estímulo à economia, enquanto lida com pressões políticas externas e internas para definir os rumos da política monetária norte-americana.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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