Dezenas de milhões de pessoas podem enfrentar fome

Dezenas de milhões de pessoas podem enfrentar fome e inanição se os carregamentos de fertilizantes forem bloqueados na travessia do Estreito de Ormuz nas próximas semanas, informou nesta segunda-feira (11) um alto funcionário da ONU. Jorge Moreira da Silva, diretor executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), alertou sobre o risco de uma crise humanitária grave caso o problema não seja resolvido rapidamente.
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o transporte marítimo, incluindo carregamentos essenciais para a agricultura mundial. O bloqueio dessa passagem impactaria diretamente a disponibilidade de fertilizantes, insumo fundamental para a produção de alimentos.
Moreira da Silva lidera um grupo de trabalho da ONU criado para monitorar e evitar crises humanitárias relacionadas à interrupção do fornecimento de fertilizantes. Segundo ele, o tempo para agir é limitado, e as consequências podem ser severas para a segurança alimentar global.
De acordo com a autoridade da ONU, cerca de 45 milhões de pessoas correm o risco de enfrentar fome e inanição se os embarques forem interrompidos por um período prolongado. A situação exige uma resposta rápida para garantir o fluxo dos fertilizantes pelo Estreito de Ormuz.
O bloqueio pode ocorrer por razões geopolíticas ou disputas regionais, já que o Estreito é ponto crítico para a navegação entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico. A instabilidade nessa área tem impacto direto no comércio internacional, especialmente no setor agrícola.
Organizações internacionais acompanham o cenário com atenção e trabalham para mediar soluções que assegurem o trânsito seguro das cargas. O trabalho coordenado busca minimizar os efeitos na cadeia produtiva e evitar o agravamento da crise alimentar em países dependentes desses insumos.
A ONU reforça a importância do diálogo diplomático entre as partes envolvidas para garantir o abastecimento e evitar consequências humanitárias graves. A interrupção no fornecimento de fertilizantes pode comprometer safras e afetar comunidades vulneráveis em várias regiões do mundo.
A expectativa é que medidas sejam tomadas nas próximas semanas para resolver o impasse e impedir a escassez dos fertilizantes. Enquanto isso, a situação permanece sob vigilância internacional, com esforços concentrados em evitar um colapso na segurança alimentar global.
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Fonte: g1.globo.com
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