Economia

Em 2025, 22,7% dos domicílios brasileiros receberam benefíci

Em 2025, 22,7% dos domicílios brasileiros receberam benefíci
  • Publishedmaio 8, 2026

Em 2025, 22,7% dos domicílios brasileiros receberam benefícios de programas sociais como Bolsa Família e BPC-LOAS, revela a PNAD Contínua divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE. A pesquisa mostra que a renda domiciliar per capita média nas famílias beneficiadas foi de R$ 886, valor até 70% menor que a renda dos domicílios sem esses auxílios.

A proporção de domicílios que recebem algum programa social caiu em relação a 2024, quando atingia 23,6%, mas permanece acima dos 17,9% registrados antes da pandemia. O Bolsa Família continuou sendo o principal programa, presente em 17,2% dos lares brasileiros em 2025, com renda domiciliar per capita média de R$ 774, acima dos R$ 488 observados em 2019.

O BPC-LOAS, destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, beneficiou 5,3% dos domicílios, o maior percentual desde o início da série histórica, com renda média de R$ 1.218 por pessoa nos lares atendidos. Segundo o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, os benefícios são essenciais para garantir uma renda mínima às famílias mais vulneráveis apesar de representarem parcela menor da renda nacional.

O rendimento domiciliar per capita entre as famílias beneficiadas pelo Bolsa Família foi de R$ 774, enquanto nos domicílios não beneficiados a média foi de R$ 2.682, menos de 30% do valor. As famílias que recebem ajuda social apresentam, em média, domicílios maiores, com 3,2 moradores, contra 2,5 morando nos lares sem benefícios. Nos domicílios com Bolsa Família, a média chega a 3,4 pessoas.

Esse perfil ajuda a explicar a importância dos programas no orçamento familiar. Mesmo com valores individuais limitados, os benefícios sustentam casas com mais moradores e menor renda por pessoa. Os programas sociais ajudam a reduzir a vulnerabilidade, mas não eliminam as desigualdades de renda no país.

Os benefícios sociais responderam por 3,5% da renda domiciliar per capita nacional em 2025, ligeiramente abaixo dos 3,8% registrados em 2024. Essa queda não decorreu de redução nos benefícios, mas sim do crescimento mais rápido de outras fontes de renda, especialmente do trabalho, em um mercado de trabalho aquecido.

Em 2025, a taxa média anual de desocupação recuou para 5,6%, o menor nível desde 2012. A população ocupada atingiu 103 milhões, recorde na série histórica, enquanto o número de desocupados caiu para 6,2 milhões, cerca de 1 milhão a menos que em 2024.

A participação dos programas sociais no orçamento das famílias varia conforme a região do país. No Nordeste, os benefícios corresponderam a 8,8% da renda domiciliar per capita, enquanto no Norte foram 7,5%. Nestas regiões, os programas sociais superaram aposentadorias e pensões em peso na composição da renda.

No Sul, apenas 1,6% da renda domiciliar per capita foi proveniente de benefícios sociais em 2025, apesar de 4,5% da população local receber algum auxílio. Essas diferenças regionais evidenciam variações no perfil socioeconômico e na dependência dos programas.

Os dados da PNAD Contínua do IBGE indicam que os programas sociais permanecem como suporte importante no orçamento de milhões de famílias brasileiras, especialmente as de menor renda e em regiões historicamente mais vulneráveis. Apesar do avanço no mercado de trabalho, a contribuição dos benefícios continua sendo relevante para a redução de desigualdades.

Palavras-chave para SEO (não incluídas no texto): programas sociais, Bolsa Família, BPC-LOAS, PNAD Contínua, IBGE, renda per capita, pobreza no Brasil, desigualdade social, mercado de trabalho, beneficiários de programas sociais.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

Leave a Reply