A família Lee, controladora da Samsung, pagou um

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A família Lee, controladora da Samsung, pagou um imposto sobre herança de 12 trilhões de wons (aproximadamente R$ 40 bilhões), o maior valor desse tipo na Coreia do Sul, concluído em seis parcelas ao longo de cinco anos. O pagamento está relacionado ao espólio de Lee Kun-hee, ex-presidente da Samsung, que faleceu em outubro de 2020.

Lee Kun-hee deixou uma fortuna estimada em 26 trilhões de wons, composta por ações, imóveis e coleções de arte. O pagamento do imposto, com alíquota de 50%, representa cerca de uma vez e meia a receita total do país com esse tributo em 2024.

O presidente da Samsung, Lee Jae-yong, neto do fundador da empresa, e outros membros da família, como sua mãe Hong Ra-hee e as irmãs Lee Boo-jin e Lee Seo-hyun, foram responsáveis pelo pagamento. A operação foi acompanhada por investidores, que avaliaram o impacto da disputa fiscal na capacidade da família Lee de manter o controle do grupo.

A Samsung é o maior chaebol sul-coreano, conglomerado empresarial familiar com atuação em eletrônicos, indústria pesada, construção e serviços financeiros. A liderança da família Lee é estratégica para a economia do país, considerada uma das maiores potências globais em tecnologia, produção de chips, smartphones e televisores.

Além do pagamento do imposto, a sucessão na Samsung envolve uma história marcada por disputas familiares, investigações e prisões. Lee Jae-yong foi preso em 2017 por acusações de corrupção relacionadas a doações feitas em troca de apoio político para uma fusão que fortaleceria seu controle sobre o conglomerado. Ele negou fraude, mas foi condenado por suborno. O caso provocou manifestações populares que levaram ao impeachment da então presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye.

Desde 2014, Lee Jae-yong já atuava como líder de fato da Samsung, após o pai, Lee Kun-hee, sofrer um ataque cardíaco. A complexidade das operações do grupo e o elevado imposto sobre herança representaram desafios para a manutenção do controle familiar sem vender ações que dessem poder a investidores externos.

A sucessão também é marcada por uma rixa de mais de 40 anos na família. O tio de Lee Jae-yong, Lee Maeng-hee, contestou a divisão do império que deixou a parte principal das empresas para o irmão mais novo, Lee Kun-hee. Uma ação judicial quase culminou no desmantelamento da Samsung, mas os tribunais limitaram a validade das reclamações devido ao tempo decorrido.

Após um período de incertezas e renúncias em meio a escândalos, o controle da Samsung voltou aos Lee com a liderança clara de Lee Jae-yong. Em julho de 2025, ele foi absolvido pelo Supremo Tribunal de Seul das acusações relacionadas à fusão da Samsung C&T, encerrando uma década de processos e prisões.

Lee Jae-yong afirmou que não pretende entregar os direitos de controle da empresa para os filhos, sinalizando uma possível mudança na tradição das empresas familiares sul-coreanas. O futuro da sucessão e a continuidade do domínio da família Lee ainda são questões em aberto para a maior empresa da Coreia do Sul.

Palavras-chave relacionadas: Samsung, Lee Jae-yong, imposto sobre herança, Coreia do Sul, chaebol, sucessão familiar, escândalo de corrupção, fusão Samsung C&T, Lee Kun-hee, conglomerado sul-coreano.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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